30 Agosto 2007

Enfim...

Foram 14 paises, 5 meses e uns trocados, uns 55mil km, muito miojo e coca-cola. Muitos amigos, conhecidos, e bate papo pelo caminho. Muito lugar bonito, alguns nem tanto, outros incriveis. Problemas com o carro e com a policia, estradas horriveis, auto-estradas e muitos caminhos. Esta foi uma experiencia de vida e tanto, que eu recomendo pra todos.

Abraco
Obrigado

PS.; Em breve vou reescrever o site, fazer as traducoes e organizar as fotos, quem tiver interesse depois manda e-mail

28 Agosto 2007

Amanhã....

Depois de 5 meses e 9 dias amanhã volto ao Brasil. Na últimas semana conheci New Orleans e vi um pouco da destruição do Katrina e ineficiência do governo americano dentro da propria casa. Faz uma semana que estou em Miami, preparando o carro pra viagem de volta. Finalmente ontem confirmamos o navio. Agora só ir pro aeroporto e pegar o aviao. Abraco.

18 Agosto 2007

Ao encontro do Dean!

Já faz duas semanas que estou na casa da minha irmã no Colorado, passei a maior parte do tempo fazendo nada, descansando, curtindo os sobrinhos e meus pais. É verdade já fui ao Alasca, já voltei. Mas ainda tenho uns 4mil km antes de tomar o avião pra casa. Desisti de ir ao Grand Canyon, agora quero chegar em Sampa (quem diria que eu poderia sentir falta de lá), ir pra floripa ( o quanto antes) e voltar a trabalhar, e quem sabe me preparar pra proxima. No caminho até Miami quero parar em New Orleans, mas um furacao está se formando no caribe, o Dean, e talvez chegue a costa dos Estados Unidos antes de mim. Vamos ver no que dá. Quem sabe eu tiro umas fotos de vacas voando. Abraço.

07 Agosto 2007

Anotacoes Publicadas

Seguinte, normalmente um cara escreve um livro, fica famoso, morre, e alguem encontra as suas anotacoes que valem uma fortuna... bom Como eu nao tenho intencao de ficar famoso, vou adiantar os meus rascunhos ainda nao publicados. Alguns sao incompreensiveis, a maioria num portugues horrivel. Mas achei a ideia boa, e com o tempo pretendo reescrever tudo, com as devidas correcoes e algumas estorias que ficaram de fora. Entao, ateh mais! As fotos estao ai no link FOTOS NO PICASA, ALBUM 4

Dia 141 - Billings, Longmont

Acordei as 5 da manha, vi o sol nascer, toquei pra longmont sem paradas, finalmente casa familia. descanso.

Dia 140 - Glaciers / Billings

Sai as 7 jah sem fumaca, resolvi aproveitar, o parque eh legal mas os glaciares ficam distantes soh caminhando um dia inteiro pra chegar lah. Resolvi tocar, em direcao a billings, encurtar o caminho pro colorado. Passei por Great Falls dois guris tiram fotos do carro pra mandar ao amigo brasileiro. Segui mais uma parada pra almocar, um cara me comprimenta pela viagem, e descidi fazer o caminho turistico, passando por ma reserva. eh um pequeno vale, com um riozinho, simpatico, sem agito dos grandes parques nos states. Segui a billings, e parei num bar cara de Dusk til Dawn, comi um hamburguer e toquei, passei de billings e nao encontrei rest areas, parei num parking mesmo junto dos caminhoes. chuva.

DiA 139 - Jasper / Glaciers Park

Os glaciares no caminho pra banff sao duca, um deles da pra andar, eh um bleo lugar pra fazer caminhadas. Cidadezinhas turisticas muito cheias por causa do feriado no canada, passei por calgary, grande demais. Depois soh campos, nao se ve muita coisa ate entrar nos states. Uma nuvem de fumaca gigante cobria a fronteira no lado americano, eram incendios na florestas perto do parque, cheguei e um cara me mostrou a quantidade de incendios na regiao. Acampei por 23 doletas, caro pacas. Uma mulher me meteu mais medo dos ursos. comi fui dormir.no caminho no parque, conheci espanhois, um mexicano. vi os bodes

Dia 138 - Jasper

Cheguei a jasper umas 4 da tarde, percebi um puta movimento, o lugar eh simpatico, umas cachoeiras muito legais. tentei o primeiro hostel, decidi tocar pra Banff, no caminho achei outro hostel. Muito bom, pessou simpatico, tomei um banho quente improvisado pelo Marcel, conheci o Bruce canadense que viajou de carona pelo mundo em 1970, cara gente finissima, conheci os argentinos ezequiel e a namorada, jantei ficamos batendo papo, a noite um urso passeando pelo quintal.

Dia 137 - Rumo ao Sul

Errei o caminho, passei por watson voltei, vi a floresta de placas, peguei a rota 97, menos movimentada, mas muito bonita, melhor que a alaska higway. conheci dois caras do alaska, indo pra utah e um caminhoneiro gente finissima...parei tarde novamente depois de ver um urso passeando pela cidade..

Dia 136 - Dawson City / Rumo ao Sul

Acordei meio tarde, fui a internet, e sai rumo ao sul, o visual eh legal, alguns rios,. encontrei um grupos de velhinhos em seus motohomes. passei por whitehorse, e segui em direcao ao lake watson pra pegar a 97, parei bem tarde, e cansado.

01 Agosto 2007

Dia 135 - Dawson City

VIagem tranquila, glaciares marivilhosos, mas tempo nublado, um pouco de chuva, estrada do topo do mundo, caminho dos garimpeiros, dawson, cidade tipica da corrida do ouro, simpatica. Conheci um casal de suicos, com um filhinha de 3 anos, num land rover. gente boa, estao comecando a viagem. Tomei uma cerva no bar, e voltei ficamos conversanso ate a 1 da madruga.

Dia 134 - Denali Park

Acordei as 4, desmontei tudo, cheguei cedo conheci dois camaradas, entramos no onibus, os primeiros bichos foi engracado a reacao dos turistas, ficamos conversando bastante, o cara eh da guarda costeira, mas adora filmes, e tem uma arri 35mm. Viagem meio cansativa, mas legal pelo papo, e pelos poucos ursos, nao deu pra ver o denali. Continuei viagem a Ancorage mudei de ideia por causa da placa maior cidade do alaska, parei na beira de um lago.

Dia 133 - Denali Park

Sai cedo, passei por fairbanks, comprei coisas, toquei pro denali, quase parei em anderson pro festival de bluegrass, mas ja tinha acabado. Cheguei ao denali meio chovendo resolvi acampar, e pegar o tour dia tranquilo.

Dia 132 - Oceano Artico

Conheci o Juan, espanhol que esta comecando a viagem. Passei em wiseman, passei cold dfoot e fiquei no rio jim, vi salmao, tentei pescar. quando sai de Prudhoe eh que a ficha caiu, que estive ali, que passei por tantos lugares e conheci tanta gente, eh uma viagem inesquecivel, foi um otimo dia.

Voltando pra casa

Pessoal brigadao pelas mensagens, valeu o apoio de tudo mundo!!
Eh verdade que o a viagem eh ushuaia ate alaska, mas ainda tem um bom pedaco de estrada pra voltar pra casa, devo aproveitar o tempo que falta pra conhecer mais alguns lugares pelo caminho. Agora estou em Dawson City, tipica cidade da epoca da corrida do ouro, muito legal. Vou descer pela rota 37 no canada, ate Prince George, pegar uma tal Ice Road, pra chegar a Calgary, entrar nos states pelo Glaciers Park, e descer pela I15 ateh Salt Lake City, voltando ao Colorado, talvez passando em Aspen. Acho!

27 Julho 2007

Dia 131 - O FIM DA ESTRADA

Cheguei.. to em Dead Horse ou Prudhoe Bay, a ultima cidade onde se pode chegar de carro, os ultimos dias foram muito cansativos dirigi pacas, e finalmente cheguei. O lugar eh um campo de petroleo, cenario horrivel, extremamente brochante. Mas o mais importante nao foi chegar aqui, e sim passar por todos os lugares que passei no caminho e conhecer tanta gente diferente. Assim que tiver mais tempo mando fotos e escrevo mais. ABRACO!!!

Dia 130 - Fairbanks

Troquei oleo, dei uma geral no carro, fui a um churrasco com nina e vitor de porto alegre, e o michel e mais alguem, fui dormir tarda

26 Julho 2007

Dia 129 - Fairbanks

Dormi bastante, sai pensando em 300km, mas eram 300 miles. muitos lagos, as montanhas sao muito bonitas. cheguei a fairbanks, as cidades americanas nao sao convidativas. hostel, senhora simpatica, lugar agradavel, roomates estranhos. faltam 798 pra prudhoe, espero poder fazer em um dia. Tirei um cochilo e acordei, fui ao mercado encontrei um cara querendo fazer a mesma viagem, conheci melhor o pessoal do hostel gente boa, conheci o michel e a esposa, massagista viajam em uma van. nao sei o que vou fazer.

Dia 128 - Estrada / ALASKAAA

Muito chao, acabei passando whitehorse, e o final do canada eh o mais bonito, as montanhas, o lago perto de beaver creek, muito legal. passei a frontei dormi na beira da estrada. To muito cansado pra comemorar o alaska, quero chegar em prudhoe logo

Dia 127 - Estrada

Rumo ao norte, foram uns 1300km, acho preciso fazer as contas, passei por forte saint john e acabei dormindo depois de forte nelson, lugarzinho legal. a estrada eh boa, muitos campings, vi dois ursos, um morto.. muita estrada... o sol que demora a se por. montanhas rocky montains.... rios.

Dia 126 - Vancouver / estrada...

Acordei tarde, sai as 13 a estrada eh boa, pelo meio das montanhas, muito bonita, pena que estyava chovendo., conheci um australiano que esta viajando pelo mundo, dormi em 100mile os nomes da cidade tem a ver com a corrida do ouro

22 Julho 2007

Rumo ao Norte


Estou saindo de Vancouver no Canada, parece perto, mas ainda faltam ns 4mil km. O clima anda chuvoso e friozinho. Daqui pra frente nao devo mais acessar a internet porque devo estar na estrada quase todo tempo.

No ultimo mes, desde que sai da guatemala, tenho parado pouco pelo caminho. Mo México parei apenas em Puerto Escondido onde reencontrei meu amigo Gonçalo, percorri todo a costa oeste em 2 dias. Nao deu pra ver muito coisa, mas as praias me pareceram muito bonitas. Entrei nos Estados Unidos e em um dia percorri 1600km pra chegar a Logmont no Colorado, onde encontrei a Thaise. Fiquei uma semana aproveitando a familia, meus sobrinhos, passeamos no zoologico, nas montanhas e em boulder. Sai de lá mais relaxado, passei nos Parques de Teton e Yelowstone, e segui pra washington. Visitei o monte Saint Helen, um vulcao ativo muito legal. Cheguei em Vacouver onde encontrei meu amigo Thiago, descansei dois dias. E agora parto pra mais uma etapa de estrada. Valeu pelas mensagens e pelo apoio, abraçao e até mais.

Dia 125 - Vancouver

Chuva, passeio no parque, americanos de chicago que estavam no rest area em montana, senhor frances que morou no brasil. silicone. muita chuva

Dia 124 - Vancouver

descanso internet, bar latino, luis amigo do thiago

20 Julho 2007

Dia 123 - Monte Saint Helen / Vancouver

Acordei tarde, tomei o cafe de gratis, fui ao outro lado da montanha, maravilha, fique tentando imaginar quanto esforco seria necessario pra fazer tamanha destruicao, transformacao, impressiona a dimensao. a organizacao e o dinheiro pra manter o parque. chuva, a caminho de seatle, passei batido, mas lembrei de tudo a 5 anos. Passei a fronteira sem problemas, demorou um pouco, parece que tem mais americano querendo vir pro canada que o contrario, cheguei a vancouver facil, o brisa de vento ao cruzar a divisa anunciou o frio que esta por vir.

Dia 122 - Spokene / Mt Saint Helen

Cedo, conheci varias pessoas nas rest areas, gente finissima, yakima, randle um boteco hambuguer tipico, tres velhinhos e um brutamontes, garconetes. internet na biblioteca. monte saint helen tudo em um dia, conheci os alemaes, grande por do sol, inferno dirigindo a noite. voltei a highway 5 rest area.

Dia 121 - Yelowstone / Montana

Sai cedo, pneu com problema, old faithull, parque muito interessante, muito cheio de gente, mas muito grande, encontrei a brasileira, americana, casal de americanos, jogo de quem vem de mais longe. ursos guardas apareceram... cidade na saida do parque, paisagem de montana campos... depois montanhas, planicie, vento forte, rest area, conheci, cansado. casal carro preto olhou. olhou nao chegou perto.

120 - Jackson / Teton Park / Yelowstone

Nao dormi direito, sai em direcao ao parque, cidadezinha simpatica, iniciei a caminhada, fui mais longe que pensava, nao consegui ver os ursos, o lugar eh espetacular. na volta banho no lago gelado, maravilha, impressionante o tamanho do parque, acampei em yelowstone, um dos poucos campings nao lotados, motoqueiro de oklahoma.

Dia 119 - Logmont / Jackson

Sai mais tarde, brasileiro buzinando na estrada, alguns comprimentos, fugi da chuva, achei o parque, medo de urso.

15 Julho 2007

Continuando... ao norte

Pessoal, sei que to meio atrasado, bateu uma certa preguica de atualizar o site, mas uma hora eu arrumo tudo. To saindo de Colorado, onde passei uma semana curtindo a familia. E agora to seguindo ao norte, vamos ver ate onde o frio me deixa ir. O carro ta andando bem, meio avariado, mas anda. Os States eh... como diria... "aquela coisa de sempre". Nao sei como os caras me deixaram entrar, mas tambem nem fiz questao de perguntar nada. Bom, abraco a todos.

Dia 118 - Longmont - Estes Park

Passeio montanhas, legal, organizado demais, chuva, cervejinha, casa, arrumar o carro, muita coisa pra fazer.

Dia 117 - Longmont - Red Rocks

Passeio ao red rocks, dinossauros enganacao, cervejinha bar em lyons

Dia 116 - Longmont ZOO

Peguei o carro, caro pacas, fui enrolado, fomos ao ZOO

Dia 115 - Longmont Revisao do Carro

Deixei o carro na oficina

10 Julho 2007

Dia 114 - Longmont , Passeio a bolder

Comecei a pensar na revisao do carro,e alguns reparos, mas nao fiz muito efetivamente.

Dia 113 - Descanso Total

Nao fiz porra nenhuma, so acordei, fui levar as criancas a escola e passei o dia no safa. o maravilha.

Dia 112 - Longmont ... Churrasco

Domingo a thaise convidou amigos e visinhos pra um churrasco, bom estar com as criancas, tomar umas cervejas, estar em casa.

08 Julho 2007

Dia 111 - Nogales / Longmont, Colorado

1400km de estrada perfeita, muito deserto, primeiro abastecimento, alguns cumprimentos, vontade de parar, mas de chegar logo, 22h cheguei a casa da thaise, descanso finalmente.

Dia 110 - Mazatlan / Nogales, States

Dia cansativo 1300km, deserto muito quente, alguns cumprimentos pelo caminho. cheguei a fronteira resolvi passar, nao demorou mais que 5 min, policial brasileiro, cansado, parei no rest area.

Dia 109 - Caleta Campos / Mazatlan

Estrada razoavel, trecho muito bonito com belas praias, puerto vallarda, trecho horrivel ate mazatlna, conheci dosi canadenses de moto, e dormi no pedagio. pena deixar de parar em varios lugares por aqui. pedagios caros

Dia 108 - Acapulco? / Caleta de Campos

Saimos estrada razoavel, cansativa, paramos em zihuatanejo, me despedi do goncalo, andei masi 150km, e parei numa praia legal, conversei com o dono, gente boa.

Dia 107 - Puerto Escondido / Acapulco?

descansamos, nao vimos o campeonato, conheci brasileiros, saimos em direcao a acapulco, paramos no meio do caminho, batida de dois carros. comida estranha

03 Julho 2007

Dia 106 - Fronteira / Puerto Escondido

A nave me acordou na hora, passei a fronteira, esqueci de carimbar a saida, mexico tranquilo, aduana 20km depois, estrada boa, muito calor, problema com tanque de combustivel. por do sol muito bonito, cheguei encontrei o goncalo, tomamos uma e fui dormir. policiais gente boa, so dois lembraram do jogo com o brasil. senti falta de parar mas nao posso

Dia 105 - Antigua / Fronteira com o Mexico

Sai cedo, fui a panajachel, lago atitlan muito bonito, as pessoas olham mais pro carro agora. assisti um pedaco do jogo me convidaram pra jogar. sai e segui em direcao a fronteira, mas decidi parar antes, lugar muito bom com piscina

Dia 104 - Adeus Rio Dulce

Demorou pra acertar o carro, resolvi sair de qualquer jeito em direcao a antigua, cheguei tarde, muitos bares, tomei uma cerveja lugar tipo latitude, e dormi no posto de gasolina.

Dia 103 - Tikal

FOmos a tikal, interessante, bom conhecer o senhor da barraquinha de bebidas, caminhes bastante, bom sentir estar de volta a estrada, voltei a rio dulce, peguei um dormitorio, e me despedi do pessoal no sundog. faltam arrumar algumas coisinhas.

Dia 102 -- Test Drive Tikal

Levantei cedo peguei o carro e sai as 10 horas, direcao a tikal, passar pela curva do acidente foi dificil, paramos em flores, enchi a cara.

Dia 101 - Quarta feira

Fui ver o carro, ajudei no sundog, o carro nao ficou pronto, tomei uma cerveja com o oscar, e voltei pro brunos

Dia 100 - Terca Feira

Retorno a rio dulce, fui ver o carro, enchi a cara, conversei com os velhinhosã'aá;aã?!çãõ

DIa 98 - Segunda Feira

Saimos cedo para dar uma volta pela praia, depois de 3 horas caminhando chegamos aos Sete Altares. Uma serie de cascatas com aguas termais, muito legal pra dar uns mergulhoe, me lembrei do pocao em floripa. Na volta resolvemos passar por outro caminho, e passamos pelo meio da comunidade negra da cidade, nada de guias turisticos ou restaurantes caros ou lojinhas de souvenirs, um povo simples, e alegre, jogando futebol e batendo papo. Percebemos que todas as pessoas que vimos pelo caminho nos cumprimentavam com um sorriso aberto. Foi a melhor parte que conhecemos de Livingston. Valeu o passeio sem guia. Paramos na rua principal exausto da caminhada, tomamos uma e apareceu um senhor que comecou a cantar, em principio pensei, la vem mais um cantor de restaurante... entao ele comecou a cantar acompanhado por um amigo na percusao. Gostei. Acabei a noite com uma boa impressao de livingston, apenas evite os guias turisticos.

01 Julho 2007

Retorno a estrada

Pessoal, ta complicado de usar internet, mas so pra adiantar que o carro foi remendado e ontem 30 de junho recomecei a viajar rumo ao norte. Como daqui pra frente vai ter muita estrada, nao devo acessar a internet com muita regularidade. Foram 17 dias em rio dulce, as vezes muito chatos, as vezes horriveis, as vezes muito legais. Assim que puder conto tudo. Obrigado pelas mensagens de apoio.Agora estou em panajachel a caminho da fronteira com o mexico. Abraco.

28 Junho 2007

Dia 97 - Domingo

Ao meio dia estava pronto pra ir a Livingston. Pegamos o barco que saiu as 13h. O passeio de duas horas eh muito legal, descemos o rio em direcao a foz no mar do Caribe. Passando por alguns canyons e comunidades indigenas chegamos a pequena cidade de Livingston. A cidade eh um ponto turistico movimentado tem uma comunidade grande Garifuna (negros caribenhos) e alguns espanicos que vivem com uma certa divisao racial. Achamos um hotel meio vagabundo, mas barato, saimos pra comer, num restaurante caro pacas, demos umas voltas e ficamos meio sem saber pra onde ir. Na volta pro hotel um camarada chamado Pollo Hernandes, musico que ja viajou pra Holanda, papo interessante ate que comeca a dar uma de guia turistico. Ai ja eram umas 8 horas da noite e ele leva a gente pra tomar uma cerva no que seria um tipico boteco local, nada de coisa pra turista, diz ele. No fim, nos convence a fazer um passeio e nos cobra uma grana, acabamos desistindo depois de algum tempo de papo.

23 Junho 2007

Dia 96 - Sabado

O carro ta bem, passei cedo no Canche, to mais confiante que vai dar pra continuar, o canche me du uma carona de volta ao hotel. A cidade ta uma confusao por cause de um comicio de um candidato a presidencia. O Canche acha que esses politicos sao todos iguais fazem festa, trazem um monte de gente e depois de eleitos esquecem a cidade. Acho que conheco um pais bem parecido com isso! Em meio aos "correligionarios" achei o barbeiro e fui cortar o cabelo. Voltei ao hotel fiz a barba, nunca faco a barba no barbeiro alem da sensacao esquisita do cara com uma navalha no seu pescoco, eh mais caro. Passei rapidamente pelo boteco, combinei com Balka e Colete de irmos a Livingston no dia seguinte. Fui!

Dia 95 - Sexta Feira

Mesmo com um pouco de ressaca acordei melhor, fui ver o carro e me pareceu mais encaminhado. O pessoal acha que ate a proxima quarta ta entregue, tenho minhas duvidas. Voltei pro hotel pra ler, to lendo Zen e a Arte da Manutencao de Motocicletas, Robert Pirsig. To gostando. Duas cervas e cama.

Dia 94 - quinta-feira

Hoje resolvi nao ver o carro, fiquei pela internet, lendo um livro, tomei umas cervas no hotel. Fui ao Sundog pra variar um pouco, tomei mais uma agua e fiquei por ali batendo papo com os holandeses. Resultado o bar fechou e ficamos ateh as 4 da madruga por ali enchendo a cara, ai apareceu o Dave (acho que era esse o nome do cara) um figura americano, nascido no alaska, mas que preferiu o calor da Florida, e agora veleja pelo Caribe com sua cachorra. Parece uma vida meio solitaria, mas o cara eh extremamente divertido, parece o Magnum com bigode e tudo.

21 Junho 2007

Dia 93 - Quarta-feira ..

Mais um cafe da manha no Bruno's, sai fui ateh a oficina ver o carro, do hotel ate a oficina eh mais ou menos 1 km que tenho feito a pe, ou as vezes, de mototaxi. Ja estou ficando conhecido por aqui e reconhecendo algumas pessoas ja que sempre faco o mesmo caminho, o unico caminho, ja que rio dulce tem praticamente uma rua so. Fiquei pela oficina umas duas horas e nao tive uma impressao muito boa, acho que o trabalho nao andou muito. Fiquei com a sensacao de que nao vao conseguir colocar tudo no lugar. Sai dali meio depre, fui ao Sundog comer e tomar uma cerva. Mais tarde aparecerao o Balka e a Colete, ficamos tomando umas cervejas e batendo papo, tambem Conheci o Manoel e a Andrea, ele é brasileiro e trabalha como guia de expedicoes e ela é guatemalteca, duas pessoas gente finissima, que estao aqui em Rio Dulce para comprar um veleiro. Eles tem um estilo de vida muito interessante, passam 6 meses viajando pelo mundo e seis meses trabalhando como guia em viagens de aventura. Acabei me animando um pouco no fim do dia. E fui dormir.

20 Junho 2007

Dia 92 - Terca ... dia aborrido

Acordei tarde, tomei meu cafe da manha no Bruno's, e conheci o Toninho, um guatemalteco que morou muitos anos anos States. Por aqui quase todos ja foram ou tem algum parente proximo que mora nos Estados Unidos. É interessante como em quase toda a América Latina eu encontrei gente querendo morar na terra do Tio Sam. Eu conheco os Estados Unidos e esse é um sonho que nunca tive, confesso que ja espalhei meu curriculo por la, e ate tive uma oportunidade, mas ainda prefiro estar no Brasil. E uma coisa que percebi nas conversas com alguns deportados é que preferem mesmo estar junto de suas familias, mas a necessidade de ganhar dinheiro é mais forte. Ainda nao tenho certeza por que essas pessoas deixam suas familias, seus empregos e tudo mais pra arriscarem-se num lugar que esta longe de ser a perfeição que eles veem na TV. Bom, passei o dia conversando com o Toninho, depois fui ate o Canche (apelido do Oscar) dei uma olhada no carro e voltei ao hotel, tomei umas duas cervejinhas e conheci dois holandeses, Balka e Colete, amigos da dona do Sundog. Conversamos um pouco e fui dormir. Essa parada serviu pra eu reestabelecer meu teor alcoolico, como estava quase sempre dirigindo, bebi muito pouco durante a viagem, tirando o segundo dia no uruguai, até parece que eu to de férias. :)

Dia 91 - Segunda.. atras de pecas e so

Entrei em contato com um grupo de 4x4 aqui da Guatemala, e os caras me indicaram um mecanico que talvez tenha as pecas originais para vender. O Oscar esta apenas desamassando mais ou menos, e substituindo algumas coisas. Passei o dia na internet tentando achar alguma coisa, mas desisti. Trazer as pecas da inglaterra tambem nao é viável, demoraria um mes pelo menos. Estou pensando em importá-las para o Estados Unidos. Foi um dia meio devagar, dei uma olhada no carro e sem happy hour, fui dormir cedo.

18 Junho 2007

Dia 90 - Domingo

Hoje finalmente dormi tranquilo, ainda tenho pensado no acidente e nao tenho certeza de que o carro chegara ao alasca, mas agora me importa chegar logo a minha irma no Colorado, lá vou poder decidir com calma o que fazer. Resolvi fazer um passeio ate uma tal Finca Paraiso, me falaram que tem uma cachoeira muito legal por la. Encontrei o onibus que levava ate la, uma lata velha, que nao fecha a porta, e o radiador nao funciona, entao o cobrador fica jogando agua no motor sempre que tem um morrinho pra subir, tecnologia de ponta. Cheguei ao lugar, que fica em uma comunidade indigena, as criancas estavam se divertindo na beira do rio, logo achei a tal cascata e agua termal, quente pacas. Fiquei por ali apreciando o lugar, a tranquilidade, por alguns segundos esqueci do carro e do acidente, foi um belo lugar pra passar o domingo. Perdi o onibus pra voltar a Rio Dulce, acabei pegando carona com uma mulher que nao passava de 20km por hora, melhor assim ja que ela dirigia com uma cerveja na mao. Chegamos a Rio Dulce e mais um happy hour no Sundog. Boa noite

Dia 89 - Sabado

Acordamos cedo, o Goncalo vai seguir viagem hoje, eu ja estou mais recuperado, consegui dormir melhor esta noite. Eu fui ao Oscar, ver o carro e tentar ajudar alguma coisa. Mais tarde o Goncalo apareceu pra se despedir. O cara se tornou um grande amigo, só ter alguem conhecido por perto, falando o mesmo idioma ja me ajudou muito. Finalmente consequiram preparar o carro pra fazermos um teste com o motor, ele pegou de primeira, foi um alivio. Com o motor em ordem o chassis sem nenhum problema tudo parece mais facil, apenas a lataria precisa de reparos. O Oscar me havia pedido um mes e meio pra deixar o carro bom, eu lhe dei duas semanas so pra remendar de maneira que eu possa prosseguir, acho que ele entendeu. A noite tomei mais uma cervejinha no Sundog, e fui pro hotel.

Dia 88 - Sexta-Feira. - Decisao..

Bom, hoje é o terceiro dia aqui em rio dulce. Finalmente decidi arrumar o carro, deixei acertado com o Oscar que se o motor estiver bem faremos a lataria de forma que seja possivel continuar a viagem. Fiquei parte da manha ao lado do carro tentando ajudar na desmontagem. Foi um momento bom nessa tempestade em que tenho vivido nos ultimos dias. Para o almoco o Oscar nos convidou pra um peixe frito, muito bom. Voltei ao hotel dei uma olhada na internet e fui a piscina mais confiante de que havia uma possibilidade de continuar a viagem. Mais tarde voltei a oficina e os guris ja haviam recuperado o paralamas e arrumado o radiador,foi mais uma injecao de animo
nesses ultimos dias. O Oscar é um cara simples, mecanico, me lembrou muito o amigo do ecuador, no final do expediente me levou pra passear pela cidade, tomamos uma cerveja no hotel onde encontramos um amigo dele. Depois seguimos ao Backpackers para tomar mais umas, eu, goncalo, oscar e seu amigo, gente finissima. A chuva por aqui me fez lembrar as de Floripa, fa muito tempo que nao vejo chuvas fotes, e aqui o lago parece muito com a baia sul em floripa, me lembrei do Vô, talvez pelo visual da chuva com o lago, talvez pelo assunto que estavamos conversando ou pelo peixe que comemos. Afinal continua valendo a ideia que mesmo nas dificuldades coisas boas aparecem. Ficamos ali bebendo, vendo o rio passar, e conversando sobre historia, politica, cultura, primeiro mundo e terceiro mundo. O que mais me impressiona nessas conversas é o quanto somos parecidos, como temos os mesmos problemas, como mesmo aqui na guatemala podemos pensar nas mesmas solucoes, que nunca sao tomadas pelos governantes dos paises de terceiro mundo. Sinceramente o Brasil apesar de seu tamanho nao é nada mais que um pais latino americano como diz a musica. E pra terminar a noite e me despedir do Goncalo, que segue viagem amanha, tomamos a saideira no bar ao lado do hotel. Enchemos a cara, conhecemos um casal de gualtemaltecos, coisa rara por aqui onde a maioria é de gringo, e fomos dormir ao som da boate que toque hap, reggeaton, cumbia e otras cositas mas.

Dia 87 - quinta-feira... opcoes.

A noite ainda nao foi das melhores, muita coisa pra pensar e decidir. Dormi pouco, passei a manha na internet falando com a transportadora e depois do almoco fui ao mecanico. Fiquei meio depre por que realmente nao sei se vai ter jeito. O valor do transporte chegou no final do dia e acho que ja tenho a decisao pra amanha. Depois de irmos a internet, comemos um hambuguer e assistimos ao jogo do gremio pela libertadores... antes de sairmos do restaurante dois ratos cruzam na nossa frente, passei o resto da noite querendo devolver o hamburguer. No caminho pro hotel passamos por barzinho e resolvemos parar. Lugar agradavel, conversamos com um velho marinheiro que deu o maior incentivo. Duas cervejinhas e fui tentar dormir mais uma noite.

Dia 86 - Rio Dulce ... o dia seguinte


Passei a noite em claro, relembrando cada momento do acidente, tentando descobrir onde errei, o que poderia ter feito pra evitar aquilo, porque insisti em continuar viagem se por duas vezes pensei em parar. Foi uma noite terrivel, sentado na rede da sacada do hotel acho que revi o acidente milhares de vezes e toda vez eu tentava mudar alguma coisa pra finalmente escapar do caminhao, mas aquilo nao funcionava, nao tinha como voltar atras.
Amanheci com o sol, num visual muito tranquilizador, mas que para mim parecia sem vida, nao conseguia apreciar o lugar.
Tomei cafe lentamente meio sem vontade de sair do lugar, sem querer enfrentar a realidade. Depois de algum tempo tomei coragem fui a internet fiz contatos pra transportar o carro para o Brasil, nao tenho muita esperanca de conserta-lo. Ao mesmo tempo procurei pecas de land rover, mas sem nenhuma resposta concreta fui à oficina do Canche (Oscar). Ele guinchou o carro, e assim que chegamos a sua oficina vi um Land Rover series II sendo reparado, isso me animou um pouco. Vendo o carro agora tenho uma sensao de que tem conserto, Canche tenta me animar, pedi a ele um orcamento. Tentei organizar algumas coisas ver o que havia sobrado e o que nao servia mais. Goncalo estava comigo todo tempo, foi um grande amigo nesse momento. Voltamos ao hotel, jantamos e fomos dormir.

Dia 85 - Copan / Guatemala. 12 de junho de 2007

O dia comecou como qualquer outro, levantamos e saimos em direcao a mais uma fronteira. Deixamos honduras para tras sem termos conhecido quase nada, nao deu pra tirar nenhuma impressao mais forte do pais. A fronteira da guatemala foi relativamente rapida, o pessoal eficiente e prestativo, so tivemos que pagar a documentacao do carro, que saiu 40 quetzales, uns 6 dolares. Durante a noite de ontem o Goncalo sugeriu uma mundanca no itinerario, que eu ja havia pensado. Para evitar a cidade da Guatemala, a capital, iriamos contornar o Lago Izabal, passar pelas ruinas de Tikal e sair achar uma saida para o Mexico, talvez por Belize.
As primeiras horas foram tranquilas, paramos em posto de combustivel para abastecer, fizemos um lanche, e vimos uma Brahma gelada, mas aqui eles chamam de brahva. Nos informamos sobre as estradas, o que deixou o Goncalo mais tranquilo, ja que disseram ser tudo asfalto. Em uma hora chegamos passamos por umas ruinas, mas decidimos continuar e procurar algum lugar pra ficar ali por perto. Chegamos a Mariscos, ja fazia um tempo que a gente nao tinha um visual assim. Mariscos é uma pequena vila as margens do lago Izabal e me lembrou muito o Ribeirao da Ilha. O clima agradavel e o visual nos deu mais animo, comemos uns camaroes que nao estavam la grandes coisas, olhamos um pro outro e pensamos.. ¨vamos ficar por aqui¨.. pensamos, mas nao dissemos e simplesmente nos preparamos pra continuar rumo a Flores, ja perto das ruinas de Tikal. O Goncalo comentou alguma coisa sobre a estrada escorregadia, eu respondi que nao percebi e sugeri que ele trocasse o pneu, como se eu entendesse alguma coisa de motocicletas.
Segui na frente, pela estrada estreira, mas asfalta e sem buracos. Como o Goncalo ficou um pouco pra tras, achei melhor esperar um pouco e diminuir o ritmo. Passamos a ponte que cruza o Lago Izabal, mais uma vez pensei, podemos parar por aqui...mais uma vez continuei sem fazer nem um sinal ao meu amigo de viagem. Um quilometro mais a frente ele me sinaliza que vai parar num posto. Eu o acompanhei, mas nao abasteci, apenas deixei um pouco do dinheiro que eu tinha trocado pra que ele pagasse o combustivel. Uma chuva fininha nos acompanha a um bom tempo, mas sem me incomodar muito, pensei que o goncalo estarei meio de saco cheio ja que havia reclamado do piso escorregadio. Sai do posto antes dele pensando que ele logo me alcancaria, já que havia mais movimento na estrada eu nao poderia ultrapassar os carros mais lentos. Da saida do posto foram cinco minutos, e eu me lembro claramente como se tivesse gravado tudo na minha camera...Passei dois carros, e me liberei um pouco do transito, mas segui devagar ja que o Goncalo provavelmente ainda estava saindo do posto... Dei uma avaliada geral no carro, um habito que criei durante a viagem, chequei nivel do combustivel, temperatura, dei uma sacudidela pra sentir melhor os pneus, verifiquei a bateria do ipod e o GPS, o que nao importava muito porque por ali so havia aquela estrada rumo ao norte... Tudo checado, comecei a imaginar em possibilidades de chegadas ao meu destino final, o Alaska, decidi que contornaria o marco que identifica o final da estrada buzinando, com a filmadora em uma mao e a camera fotografica na outra... humm. tudo bem, é só uma viagem, tudo é possivel... Dei uma olhada na velocidade pra nao ir muito rapido, ja que o Goncalo ainda nao havia aparecido no meu retrovisor. 70km é o que me lembro ... A essa altura eu já estava na Curva del Infierno, senti o carro perder aderencia e sem pisar nos freios puxei um pouco pra esquerda, deixei deslizar um pouco e puxei pra esquerda e acho que ja estava recuperando o controle quando olhei pra frente e vi um caminhao vindo em minha direcao, talvez assustado puxei a direcao pra direita o que tirou novamente a aderencia do carro na curva molhada pela chuva recente e esperei... talvez um milesimo de segundo, pareceu uma vida, até o momento em que o caminhao arrancou a traseira da Nave como se fosse de papelao... rodei em direcao ao barranco... me lembro de ter pensado... ¨o caminhao nao me acertou estou bem¨ dai o barulho e talvez a adrenaline me deixaram sem qualquer acao, a nave bateu e capotou.
Em um segundo, talvez 1 minuto, apalpei minhas pernas bracos e o corpo, acho que lembrei do meu curso de socorrista, nao sentia dor, nao vi sangue, localizei o sentido da gravidade e tirei o cinto de seguranca. Sai por onde antes havia o parabrisas vi varias pessoas vindo em minha direcao, mas nao reconheci ninguem, fui sinalizar a estrada e juntar as coisas espalhadas pelo caminho. Talvez eu ainda achasse que poderia simplesmente pegar o carro e seguir viagem... Passaram-se uns 30 minutos até que me eu desse conta, sentasse a beira da estrada e comecasse a chorar. O policial me disse, nao se preocupe, isso é um carro voce podera ter outro. Nao acho que fosse pelo carro, era pelo sonho.

Dia 85 - Copan

Acordamos ainda na duvida se seguiríamos viagem hoje mesmo ou nao. Bom, fomos as ruínas de Copan, uma das maiores ruinas Maias aqui dessas paradas. Ta.. fui lá vi.. achei legalzinho e em menos de duas horas estavamos de volta ao hotel. Descidimos ficar mais um dia, pra mim nao é problema dirigir varias horas, mas pro Goncalo com a moto pesada, é bem mais dificil. Sem mais para o momento, abracos.

Dia 84 - Danli / Copan

Saímos de Danli cedo, a paisagem por aqui é meio estranha, muitas queimadas, algumas areas de reflorestamento de pinos e campos sem muita vegetacao. Nem montanhas, nem rios ou cascatas, fico meio decepcionado. Em poucas horas chegamos a Tegucigalpa, e sem dar importancia a maior cidade de honduras passamos em direcao ao norte. O goncalo vai a frente e nos guia para uma cachoeira que segundo seu livro teria 400 metros de altura... Bom, pode ter sido erro de impressao, a cascata apesar de bonitinha nao passava de 40metros. Mas como tudo nessa viagem qualquer desvio tem um efeito bom, seja para encontrar um visual diferente, conhecer gente, ou nesse caso simplesmente sair um pouco da estrada principal. O goncalo se tornou atracao local, todos as criancas rodearam a moto fazendo pergunta de todo tipo.Eu e nave somos mais discretos e nada interesantes comparados a BMW cheia de bolsa, parecendo a moto voadora do guerra nas estrelas. Saimos dali, retomando a estrada principal até Coban. Sao mais 3horas e meia por uma estrada tranquila e sem atrativos. Nao que Honduras seja desinteresante, apenas nao procuramos muito. Talvez toda a informacao obtida percorrendo tantos paises tenha enchido esgotado nosso hard disk, o Goncalo talvez mais, porque ja esta a 5 meses na estrada. Dormimos em Coban para no proximo dia vistar as ruinas.

Dia 83 - Granada / Danli, Honduras

Granada foi um bom ponto de parada na america central, seguimos agora a fronteira da Nicaragua com Honduras. Nada de especial, apenas pequenas cidades pelo caminho. Em uma parada num posto de combustivel conhecemos o Bill e sua esposa, ela é nicaraguense e ele americano, fez a viagem de Boston a Nicaragua de carro, em 1967... aham.. isso mesmo, num fusca sim senhor, isso é aventura. O que eu estou fazendo é só um passeio um pouco mais larga. Chegamos a Ocotal, que deveria ser nosso ultima parada na Nicaragua, como eram apenas 3 horas, seguimos a Honduras. A fronteira parece pouco movimentada, mas eh meio enrolada, como é sabado o banco esta fechado e o documento que deveríamos comprar no banco só tem no tal agente aduaneiro. Gastamos 40 dolares cada um, e passamo, o visto nao é necessario já que estamos dentro de uma zona de livre circulacao entre nicaragua, honduras, el salvador e guatemala. Mais meia horinha e chegamos a Danli. Boa noite

Dia 82 - Granada / San Juan / Granada

Acordamos sem muita pressa, resolvemos dar umas voltas aqui por perto de granada mesmo, de carro, deixamos a moto no hotel. Primeiro fomos ao vulcao Mombacho, um vulcao extinto coberto por uma floresta umida. E justamente por ser uma floresta umida era de se supor que a montanha estaria coberta de nuvens. Bom, fomos lá na esperança de mais um visual espetacular. Depois de subir uma estradinha bem inclinada ate os 1300metros de altura chegamos a estacao dos guarda-parques. Esperamos por ali pra ver se as nuvens davam um tempo, como nao deram resolvemos fazer o passeio assim mesmo, e aos poucos o tempo foi melhorando, pudemos ver o Lago da Nicaragua, as ilhotas, Granada, e a Laguna de Apoio. Visual bem legal, mas nao se pode dizer que é assim espetacular.. ta bom ja enchi o saco de vulcao inativo. Como ainda era cedo, resolvemos seguir ate San Juan del Sur, eh bem perto da fronteira por onde entramos, mas na falta de programa melhor. Em uma hora chegamos a cidadezinha a beira do mar, aparentemente uma vila de pescadores. Lugarzinho bonito, dali continuamos por uma estradinha de terra que nos levou a dois lugares muito bonitos, praias recortadas por costoes e recifes cheias de caranguejo (que impressionaram o portugues Goncalo) e meia duzia de surfistas, incluindo alguns brasileiros. Conversamos um pouco, ficamos ali apreciando o visual e voltamos a granada, pra fechar o dia um por do sol horrivel.

Dia 81 - La Cruz / Granada, Nicaragua

Acordamos cedo para tentar evitar a demora na travessia da fronteira, neste caso tem fama de ser bem demorada, principalmente a entrada na nicaragua. Fama confirmada, levamos 3 horas pra conseguir todos os carimbos e assinaturas e pagar todas as taxas, uns 26 dolares mais ou menos. E um troco pro rapaz que ajudou, esses ajudantes de fronteira nao sao muito recomendados, mas eu tenho usado algumas vezes, deixo claro que nao tenho dinheiro, e lhes pergunto quanto vai ser o servico. Se o valor for alto digo que nao quero, mas em geral pedem uma contribuicao, pago uns 3 ou dolares no maximo. As vezes vale a pena porque tem muita fronteira cheia de buracracia. Bom, seguimos a Granada o tempo estava meio nublado, a estrada era tranquila, pelo menos ate proximo da cidade, nos 20km antes de granada comeca uma parte de asfalto bem esburacada, nao chega a ser um problema, mas tem que ir mais devagar. Chegamos a Granada e nos alojamos num Hostel, mas que nao tinha garagem. O goncalo colocou a moto no patio e eu estacionei o carro no corpo de bombeiros a quatro quadras dali. A cidade parece bem bonitinha, estilo antigo, com pracinha, igreja e predios do governo. As ruas estreitas e cheias de camelos lembram que isso ainda é America Latina, apesar da quantidade enorme de americanos por aqui. Almocamos na praca central, eu consegui comer melhor já, e depois vimos a prossicao de Corpus Cristi passando. A tradicao é parecida com no Brasil mas nao tem os tapetes que a gente fazia em florianopolis, nem sei se ainda tem isso por lá. Conseguimos internet no Hostel mesmo, ficamos por ali e fomos dormir, devemos ficar mais uma noite por aqui, pra dar uma volta pela regiao.

Dia 80 - La Fortuna / La Cruz

Saimos de La Fortuna com destino a La Cruz, já proximo a fronteira com a Nicaragua. A estrada que contorna o Lago Arenal é estreita e pouco movimentada, sem muitos buracos, passamos rapidamente pelas cidadezinhas sem muitas paradas. Desde ontem estou com o estomago meio embrulhado, paramos para come, mas eu acabei ficando só na aguinha. Chegamos a La Cruz umas 5 da tarde, ainda deu pra ver o fim de tarde. A Costa Rica parece um belo país, e alem do fato de ser um dos poucos paises a nao ter um exercito, parecem estar bastante preocupados com a natureza, e tentam fazer o turismo sua principal fonte de renda. Deixamos de lado uma dezena de parques e reservas que merecem mais tempo para visitar-los . Passamos bem rapido por aqui, mas o visual dos vulcoes ja valeu a pena. ¨Pura Vida¨ é a expressao mais comum por aqui e quer dizer ¨tudo de bom¨.Amanha atravessamos a fronteira para a Nicaragua.

11 Junho 2007

Dia 79 - San Jose / La Fortuna e os Vulcoes!!!

Sair de San Jose não é muito fácil no horário de pico. Mesmo não sendo nada parecido com São Paulo, não estava acostumado ao transito da grande cidade. Seguimos ao vulcão Poas, finalmente eu vou, nem que esteja nevando. O caminho é rápido, como tudo aqui na America central, as distancias são muito mais curtas que na America do sul, preciso me adaptar a isso. Na subida ao vulcão muita neblina, mas eu tinha esperança que ia passar. Entrei no parque e paguei os 9 dolares com fé. Depois de caminhar uns 100metros lá estava... uma parede branca de neblina, mas ficamos ali... na espectativa e... meia hora depois, aparece a cratera do desgraçado, cheia de fumaça saindo do lago. A um ambiente muito legal, uma visão nada comum a nos brasileiros, por isso queria tanto ver. Bom, ta visto, mas esse vulcão ta morto, vou atrás de um mais novinho...o Arenal. No caminho passamos por umas cachoeiras, muito verde, e cidades pequenas. Chegamos a La Fortuna já com a visão do Arenal ao fundo, beleza, fomos ao hotel e saímos até um lugar onde seria possível ver a lava. Vinte minutos depois lá estavam um monte de turistas olhando pro alto e babando na beira da estradaa... deve ser aqui... me juntei a eles e “uauuuuu!!!” o coro era comandado pela erupção de lava incandescente (lava sempre é incandescente né, acho) a cada 2 minutos mais ou menos. A visão é impressionante mesmo, ver a força que esse bicho tem pra lançar uma quantidade enorme de pedra pro alto. Mas aqui não tem muita descrição não, tem que ver pra entender. Dessa vez acho que consegui gravar alguma coisa, mas a foto é do Gonçalo.

Dia 78 - San Jose

Passei a manha toda apertando parafusos embaixo do carro, checando óleo, cabos, tudo que parecesse fora do lugar... humm é verdade não entendo nada de mecânica, mas tenho aprendido um pouquinho nesta viagem. A tarde fui a autorizada da Land Rover fazer trocas de óleo, filtros e correa. O pessoal foi bem simpático e rápido. Voltei ao hostel, fizemos um marracao a bolonhesa e pronto.

Dia 77 - Dominical / San Jose

Amanhecemos bem, não fosse o fato do Gonçalo perceber que haviam roubado duas sacolas da moto, não falei nada na hora, mas “esses europeus ficam dando bobeira”..algum surfista que passou por ali e precisava de uma prancha nova levou a barraca e algumas outras coisas. Depois de procurar pelos terrenos ao lado e registrar na policia a ocorrência, uma senhora apareceu com uma das sacolas, que havia encontrado em seu terreno. Beleza valeu pra ficar esperto. Seguimos em direção a San Jose, capital da Costa Rica, a estrada passa pelas montanhas, é bem estreita e com muita neblina. Chegando perto de San Jose já aparece uma auto estrada bem moderna e os shoppings de uma típica cidade globalizada. Achamos o hostel bem rápido, um lugar aparentemente agradável, com garagem. Amanha vou trocar óleos e dar uma geralzinha no carro.

Dia 76 - Boquete / Dominical, Costa Rica

De Boquete à fronteira da Costa Rica são 30 minutos mais ou menos. A passagem é relativamente caótica, muito caminhão, vendedor e cambista. Passei pelos tramites panamenhos bem rápido até, na costa rica demorei pra sacar dinheiro no banco, mas foi tranqüilo, inclusive gostei muito de eles cobrarem o tal seguro obrigatório na fronteira mesmo, tornando tudo muito mais pratico e oficial, foram 12 dolares pelo carro. Seguimos em direção a San Jose, a capital, mas a idéia é talvez parar em alguma praia. Paramos pra abastecer e almoçar. Aqui as bombas de combustível voltam a ser em litros. O cara do restaurante da a dica de umas praias muito bonitas, e que seria uma boa parar em Dominical. Beleza, a estrada é relativamente tranqüila, e em um certo pedaço avistamos a costa, com várias ilhas, e muito verde nas margens. Uma região aparentemente pouco explorada. Tentamos parar em uma praia, mas não tinha acesso, alem de uma placa dizendo “cuidado, ladrões na área”. Proxima praia, a praia é uma reserva ecológica, coisa muito comum aqui na Costa Rica, aparentemente eles estao baseando sua economia em turismo, e parece que tem fucionado porque o preco do parque é bem caro, 30dolares. Conversamos com o guardinha que deixou a gente tirar umas fotos. Seguimos a Dominical, na verdade não é uma cidade é um balneário, cheio de surfistas americanos. E mais uma vez todo mundo vem falar com a gente em inglês, e obviamente os preços cobrados são pra americano ver. Achamos umas cabanas perto do mar, com estacionamento e um bar e foi isso. A noite batemos um papo com os vizinhos de cabana 3 americanos e 1 ingles. Pessoal gente boa, acharam fantástico a quantidade de línguas que falamos... (eu mais ou menos 2 e o goncalo 3, alem do português obvio). Taí uma coisa que vai me incomodar muito na America Central, a quantidade de inglês que se fala por aqui. Espero chegar logo em San Diego pra voltar a ouvir espanhol hehehe.

Dia 75 - Playa Venao / Boquete

Antes do texto, uma obs. alguns guias aqui do panama colocam o nome da praia como Playa Venado, mas a maioria do pessoal diz que o certo é Venao, pra nao ficar mais estranho optei pelo segundo. Playa Venado a Boquete ia ficar complicado....

Acordamos com um pouco de chuva, pra mim não é muito problema, mas o goncalo precisava dar uma limpada na barraca. Havia um caminho de terra pra continuar em direção ao norte, mas descobri que a moto nao passa pelos mesmos lugares que a Nave, então voltamos um pouco até a estrada principal e seguimos a Boquete, uma região de montanha no norte do panamá, já bem perto da fronteira. Chegamos a cidadezinha 3 da tarde e achamos um hotel. Saimos de carro pra dar uma volta pela região ainda com um pouco de chuva. Deixei minhas roupas pra lavar e fomos em direção.... sei lá, saímos por ai. Na primeira tentativa caímos em um condomínio fechado, de luxo, mais tarde a moça que lavou minha roupa disse ser lugar de astros americanos, tem casa da família Kenedy e tudo, até o mel Gibson esteve por ai. Bom, saída pela direita, achamos uma estradinha simpática e começamos a subir o morro. Chegamos a uma estrada de terra e resolvi tentar, chegamos ao alto da montanha, com uma bela vista pro vale, e um belo por do sol, ao final um portão não muito amigável, voltamos. Mas achei estranho que estávamos a apenas 20km do mar do caribe e não existe por aqui nenhuma estrada que chegue até lá. O único caminho seria voltar alguns km na estrada principal, e dirigir mais 3 horas até bocas Del Toro, que infelizmente não vai rolar. Notamos aqui que a cidade está se tornando, ou já é, um refugio de americanos, muita gente fala inglês e todos os letreiros são em inglês. Depois de fazer um lanche num típico bar americano fomos dormir.

Dia 74 - Panama City / Playa Venao

As 8 e meia saímos, eu, sem barba, com a Nave e o Gonçalo na sua moto, passamos pela ponte sobre o canal, que eu não vi muito de perto, mas tudo bem. Todo mundo que fez o tour ao canal voltava pro hostel com um ar... “ahh foi...” . A estrada principal por aqui é bem boa e os pedágios não são muito caros. Estranho é se acostumar com as distancias, diferente da America do sul, aqui em um dia você cruza um país. Fomos em direção a Las Tablas, daí minha idéia é ir até a praia de Venao, indicada pelo Flavio, o italiano. No caminho pegamos uma chuva pesada, que diminuiu rápido, chegamos a praia umas 4 da tarde. O lugar é muito bonito e relativamente isolado, existem algumas poucas casas, um hotelzinho, e um restaurante na beira da praia. O local é freqüentado principalmente por surfistas. Resolvemos acampar por ali na praia mesmo. Arrumamos as coisas, o Goncalo preparou sua barraca e eu minha cama, tiramos umas fotos, e fomos comer um peixinho da tia do restaurante. Tomamos umas cervejas apreciando o por do sol e fomos dormir cedo.

09 Junho 2007

Honduras, mas já?

É verdade, já, a vida é assim ,mesmo com cinco meses de férias nao da pra fazer tudo... passei a nicaragua em 3dias, foi rapido mas foi bom. To sem tempo pra internet, abraco ate mais!

07 Junho 2007

Dia 73 - Panama City, e o retorno da Nave!

A última vez que vi a carro foi a exatamente uma semana, apesar de ter calculado 10 dias para todo esse transporte, quero continuar a viagem o quanto antes. As 8h fui ao escritório, passei os documentos pro despachante que voltou em meia hora com a liberação da aduana. Peguei os papéis e na hora de pagar levei um certo susto, foram U$250,00 pro cara ir ali na aduana preencher uns papeis e voltar, dizem eles que os tramites são assim mesmo... aham. Paguei, afinal sou turista e tenho mais é que ser enrolado mesmo. A secretaria me deu informações de como chegar ao porto de colon, mas nada muito preciso, e também sem muita vontade de ajudar. Fui pegar o primeiro ônibus a colon no terminal que fica perto dali. Os ônibus pra lá saem de meia em meia hora, e custam U$2,50 se for o expresso com ar condiciona. Beleza. Mas como eu chego ao porto? 1h e meia depois cheguei a colon, o pessoal começou a salta do ônibus e eu fui junto, achei um taxi que me enfiou a faca U$5,00 (deveria sair no máximo U$3). A essa altura to querendo mais é ver carro. No ônibus fiquei tentando imaginar todo tipo de problema pra pegar o carro, aduana demorada, revista policial, documento faltando e até que as amarras do carro teriam se soltado... coisa horrível. Bom, os portos em geral não são um ambiente nada amigável, sem a mínima sinalização ou informações dos procedimentos. Cheguei na guarita falei que vinha retirar um carro, e o cara me mandou pra um prédio, cheguei no horário do almoço. Tinham umas 5 pessoas na frente e só uma recepcionista... e eu não tinha a mínima idéia do que fazer... esperei minha vez... 1h depois fui atendido e me disseram que não precisaria passar ali, poderia retirar o carro direto no porto... hã? Mas aqui não é o porto? É no portão ao lado. Ahh claro era óbvio isso. 200metros depois, entrei a pé pelo meio de dezenas de caminhões. Mas como quem tem boca consegue o que quer (quase sempre), fui perguntando aqui e ali, e passando por todos os departamentos, conseguindo todos os carimbos e autorizações, finalmente cheguei a “rampa”, diziam que ali seria entregue meu carro. UFA!! Conteiner vai contêiner vem, nada da nave. O senhor da aduana, Luiz (acho), um negao tipo Morgan Freeman , chamou alguém do porto para verificar a demora. E eu nem tava tão preocupado. E então... no meio de dezenas de caminhões e containers aparece um pequeninho, azul, e com a identificação certa... lá vem ele... Junto ao caminhão veio a grua pra baixar o conteiner... rezei pra que o cara estivesse de bom humor, e fizesse tudo com muito carinho, e assim foi. Chamei o Morgan e eu mesmo arranquei o lacre, ainda estava meio preocupado, mas em 1min abri a porta e lá estava ela, inteira, do mesmo jeito que deixei quando saiu da Colômbia. Arranquei as amarras e as proteções, dei a partida e tudo estava funcionando. O senhor Morgan fez a inspeção por cima, e o pessoal da vigilância sanitária também, resolveram aceitar o certificado da “fumigação” feita na Colômbia e tiraram umas fotos ao lado do carro. Mais uns três carimbos e eu estava fora dali, em 3horas e meia, muito mais rápido que eu pensava, e sem nenhum problema. O pessoal do porto foi extremamente simpático e prestativo, e o processo muito mais simples que eu pensava. Voltei a panamá city com um sorriso no rosto. Nem o transito pesado da cidade me tirou o bom humor, estacionei o carro e dei uma bela olhada e três tapinhas na carroceira, como se dissesse “vamo lá, agora falta pouco”. Finalmente estava de volta a estrada. Mais tarde jantei com o Gonçalo, português que esta viajando de moto de Buenos Aires até Nova Iorque. Combinamos de sair juntos amanha rumo ao norte do panamá.

Dia 72 - Panama CIty, terça-feira

Terça-feira ... Já estou ficando meio impaciente com o carro, o pessoal do escritório daqui do panamá não é tão atencioso como na Colômbia, e nem se preocupa em mostrar serviço, liguei duas vezes e nada, no final do dia me avisaram pra ir a aduana no dia seguinte e talvez eu pudesse ir até colon no mesmo dia pra pegar o carro. Mais uma noite de esperando, me acostumei muito a fazer tudo com o carro, ir pra onde quero, passear a qualquer hora e seguir pra outra cidade quando canso de uma, já estou de saco cheio de Panama City, apesar do hostel e das pessoas aqui serem muito legais, quero voltar a estrada.

Dia 71 - Panama City, mais um dia

Acordei cedo, apesar de ter certeza que nada seria feito com realação ao carro hoje (segunda-feira). Esperei até as 9h e no escritório a mulher me falou que nada ainda, as 3h os documentos chegariam e provavelmente no outro dia daria entrada. Passei o dia por ali, na internet, e na televisão. Mais tarde bati um papo com o Flavio, surfista italiano, que conhece bem a America central e me deu algumas dicas. Também falamos de poesia ( ele é escritor ), teatro, idiomas e outras coisas. Mais uma vez me vejo conhecendo gente e falando sobre coisas que nem conheço muito.
Algumas cervejas mais e só, a vantagem de estar sem o carro é que não preciso me preocupar em dirigir depois.

Dia 70 - Panama City - Casco Viejo

Saí pra dar uma volta com o Guilherme, fomos ao centro histórico. Aqui na America Central as coisas não tem um endereço, sempre tem um ponto de referência pra chegar a um lugar. Então andar por aqui exige uma certa paciência.

Pelo menos os taxis são baratos, de U$1,25 a U$1,50 depende da região que você vai. Chegamos ao tal centro, mas como não tinha muita sinalização saímos andando. O que não é uma boa idéia se você não conhece o lugar. Viramos uma esquina pra direita e de dentro de um casebre cheio de grades o pessoal grita “por ai não”... dois segundos de reflexão e resolvemos virar pra esquerda, o pessoal ainda avisou pra guardar a maquina e sair rapidinho pro outro lado. Acho que pensaram que éramos turistas otarios pedindo pra ser assaltados... estavam cobertos de razão. Mais umas quadras a frente avistamos alguns policiais, umas casas mais arrumadinhas, umas igrejas antigas e uma praça... e mais uns turistas. Caminhamos por ali uma meia hora, sem muita coisa espetacular, ai passamos uma guarita e o guardinha avisou, “aqui é o palácio presidencial”.... aham até parece.. mas o pior é que era. Uma casa antiga, bem conservada, com alguns policiais a volta. Mas pra quem está acostumado com a opulência dos prédios governamentais no Brasil isso aqui poderia no máximo se passar por casa do prefeito. Bom, caminhamos mais um pouco por esse tal de Casco Viejo, e fomos procurar algum lugar pra comer, tudo muito caro por aqui, afinal o presidente mora ao lado. Três quadras mais a frente os casebres caindo aos pedaços voltam a cena, achamos um chinês muito vagabundo pra comer muito barato uma comida muito ruim, é a vida. Saimos dali com chuva forte, parei o primeiro taxi assim que entrei no carro percebi um cheiro relativamente forte de álcool, como eles por aqui ainda não usam álcool combustível nos carros, presumi ser o combustível do motorista... “Amigo, por favor para Via España”... o cara faz força e arranca seu ultimo suspiro de sanidade e diz.. “Não vai dar, to tomando umas” ufa... saltei rapidamente do carro, ainda vi que o cara conseguiu fazer uma curva... “acho que ele nem tava tão mal”... Pegamos outro taxi e chegamos muito bem, obrigado.
Mais uma noite sem fazer nada, apenas umas duas cervejas.

Dia 69 - Panama City

Dia sem fazer porra nenhuma assisti aos jogos do real e depois do Barcelona, fiquei enrolando por aqui e cama. Abraço

05 Junho 2007

Rapidinha


Passei pelo Panama, estou na Costa Rica e sigo em direção a Nicaragua, antes vou tentar passar pelo vulcao Arenal. Tudo indo bem, agora estou viajando acompanhado de um amigo portugues, o Gonçalo, que esta fazendo Buenos Aires a Nova York de moto. Bom, vou indo abraço. Ahh, fiz a barba.

31 Maio 2007

On the road again!

Finalmente recuperei o carro, amanha sigo a las tablas, norte do panama, a ideia e passar uns 20 dias pela america central. Depois mais detalhes, abraço!!

27 Maio 2007

Até mais America do Sul!!

Foram dois meses, muito pouco tempo pra conhecer tantos lugares. Mas até agora a melhor viagem que já fiz na vida. Mesmo as dificuldades serviram pra conhecer outras pessoas, os desvios na estrada sempre me levaram a novos lugares. Algumas vezes me senti só é verdade, mas os momentos em que fiz novas amizadas foram sempre muito mais fortes. Deixei de visitar vários lugares, mas os que pude conhecer me deixaram muito contente. A America do sul é uma região incrível com uma diversidade geográfica, cultural e social incrível. Talvez por isso muita gente que eu conheço viajando pelo mundo diz ser um dos melhores lugares no mundo pra conhecer. Acho que nos brasileiros damos poucquissima importância pra nossos vizinhos, e me sinto muito mais parte da America Latina agora. Até a volta!

Dia 68 - Cartagena / Panama

Levantei as 4 da manha juntei tudo e fui ao aeroporto, o vôo so sai as 8h mas imagino que a revista da policia seja demorada. O taxi chegou rapidinho, assim que abriram o guichê da empresa passei pela primeira inspeção, as malas foram revistadas, passaram um detector de qualquer coisa e fiz o checkin. As oito entrei na sala de embarque e mais uma revista desta vez me pediram pra tirar o sapato, sinceramente não acho nada tão horrível esse procedimento todo. O vôo durou uma hora no aeroporto do panamá entrei tranquilimente, nenhuma revista. Peguei um taxi e fui ao hostel. A cidade me parece bem moderninha, com bastante transito e muita influencia americana. O hostel parece legal, conheci um brasileiro de floripa, mas que mora nos estados unidos. Resolvi ficar por aqui sem muito agito, tomei uma cerveja no hostel mesmo e fui dormir.

Dia 67 - Cartagena

As 9 horas fui até o escritório da transportadora fazer o pagamento foram 1400 dolares tudo. Falta alguma coisa pra pagar de despachante no panam mas acho que vai ser pouco. Fui ao centro velho de cartagena, que é todo cercado por uma muralha, a cidade é bem interessante, dei umas voltas por ali e fui pro hotel. Agora já estou começando a sentir falta do carro.
Voltei ao Manolo na beira da praia, e ia tomar mais umas cervejas, mas dois policiais estavam multando o bar, aparentemente nos últimos dias foi declarado lei seca por causa de uma greve de professores. Depois que os policiais saíram tomei umas duas ou três, bati mais um papo com o Manolo, que me convidou pra sua festa de aniversario no sábado, mas infelizmente já devo estar no panamá. Fui ao hotel dormir cedo, mas não consegui fiquei me enrolando até tarde.

Dia 66 - Cartagena

Combinamos de entrar com o carro as 8:30h da manha. Sai do hotel as 6h para evitar qualquer possibilidade de atraso, no caminho procurei um lugar pra dar uma lavada por que faz tempo que a Nave não vê água limpa. Acabei achando um lugar perto do porto mas já eram 7:45h e pedi só uma geral por fora. As 8:20 cheguei ao porto encontrei o Hermes, o agente aduaneiro, pegamos a autorização e entramos,... e daí pra frente meus amigos paciência.. 30min pra passar na balança, 1h pra chegar a policia, mais 1 pra chegar a aduana, mais umas 30min pra desinfecção e finalmente os caras da embalagem que fazem a amarração do carro bateram cabeça uma hora pra amarrar o carro.
Bom, sai de lá as 13h, o carro estava aparentemente bem amarrado e protegido por umas bolsas de ar, o policial colocou o lacre e eu fui almoçar. Passei no escritório pra fazer o pagamento mas a fatura demorou a sair, deixei pro próximo dia. Fui ao hotel e depois fui dar uma volta na praia, parei num boteco na beira da praia, conheci o Manolo, dono da barraca, gente boa conversamos um pouco tomei umas cervejas e fui pra cama.

26 Maio 2007

Dia 65 - Cartagena

To meio ansioso pra resolver o despacho do carro, acordei cedo e fui até a empresa de transporte, conversei com o gerente e fiquei esperando o agente deles agendar todos os tramites no porto e liberar minha entrada com o carro. Tomei um cha de cadeira das 10h até as13h fui almoçar num chinês caro pra cacete. AS 14h voltei tomei mais um copos de água e conheci o agente que estava cuidado de tudo. Fui com ele ao porto tirar a autorização pra entrar la no dia seguinte com o carro, mas não me dariam a autorizicao enquanto eu não entrasse com o carro. Hum.. faz sentido... acho.. como quase tudo tava agendado pro dia seguinte, resolvemos nem entrar com o carro pra não deixar ele parado uma noite no porto sozinho. Bom, resumo dia perdido, pra mim, mas pelo menos estava tudo no esquema pro dia seguinte entrar com o carro, fazer desinfecção, aduan, policia antinarcoticos e fechar o container. Vai ser fácil. Aham! Voltei pro hotel e fiquei um tempo na internet depois fui dormir.

Dia 64 - Santa Marta / Cartagena

Sai de Santa Marta as 9 da manha em direção a cartagena, a estrada é boa, mas os pedágios por aqui são caros, levando em conta a relação custo beneficio, acho que mais caros que os do Chile, talvez muito parecidos com os pedágios no Brasil. Cheguei a cartagena e fui atrás de dois hotéis que eu tinha o endereço, desisti dos dois, resolvi dar uma volta pela praia e finalmente achei um meia boca, e relativamente caro, péssimo negocio, mas é a vida. Passei um bom tempo na internet, comi alguma coisa, vi duas mulheres brigando na rua e fui dormir. Amanha começo os tramites pra mandar o carro ao panamá. Abraço

Dia 63 - Santa Marta / Tayrona

Acordei disposto a me mexer, demorou um pouco, mas as 9 sai em direção ao Parque de Tayrona, sem muitas pretencoes apenas um pesseiozinho. Cheguei lá morri com uma grana ... uns 38mil pesos pela entrada mais uma taxa pelo carro mais estacionamento. Entao ta comecei a caminhar por uma trilha, que há muito tempo ninguém passava. Achei que estava perdido mas cheguei num lugar horrível.
A praia de canaveral no parque de tayrona é praticamente deserta, maravilha. Dali segui pela praia em direção aos Arrecifes, foram mais 1hora e meia caminhando pela mata e eventualmente cruzando por mais uma praia ou um hotel cinco estrelas. O lugar é realmente bonito, o ideal é passar pelo menos uma noite acampando por aqui ou dormindo em rede, infelizmente so tive um dia, mas foi um dos pontos altos da viagem, inclui na minha lista de melhores lugares que conheci, junto com península valdez, perito moreno, torres Del paine, região dos fiordes no Chile, deserto de atacama, salar de uyuni, machupichu, ribeirão da ilha e naufragrados. Fiquei lembrando que não conheço parques assim bem organizados no Brasil, talvez existam, mas com certeza poderiam ser muito melhores. Aqui eles conseguem trazer turistas que querem conforto e mochileiros, sem destruir a natureza com contrucoes, estradas a beira mar ou coisas assim. Tomei um banho no mar do caribe e voltei ao hotel em taganga, fiz um rango bati um papo com o Kaile e boa noite.

Dia 62 - Santa Marta

Uma rede, sem violão, uma cerveja e o céu nublado. Fiquei por aqui no Hostel fazendo nada e batendo papo com o Kaile, um canadense que esta viajando a 8 meses aqui pela região. Tomei umas duas cervejas e só.

Dia 61 - Santa Marta


Como eu disse, férias, sem muita movimentação, fui a praia comi um peixe, e voltei pro hotel, tem um parque aqui ao lado que dizem que é muito bonito, ainda não me animei. A tarde dei uma geral no carro, sem fotos, tava precisando mesmo. Uma cerveja e cama. Até mais!

Dia 60 - La Dorada / Santa Marta

Faz tempo que não pego tanto chão em um dia, hoje devem ser uns 800km até Santa Marta, acordei cedo e segui rumo ao norte. A estrada é toda plana a partir daqui, algumas partes cheias de buraco, outras bem boas, mas o tempo todo cheia de caminhões.
Achei os pedágios por aqui meio caros consideram as condições das estradas 5800 pesos (5,80 reais) Já perto de Santa Marta, fui parado umas 4 vezes pela policia, pessoal bem simpático, mas dois deles tentaram descolar uma “contribuição”, usei a tática do paciência e em pouco tempo desistiram.
Já estou mais tranqüilo com esses caras , não me incomodam mais tanto. Cheguei a Santa Marta e em principio me pareceu meio grande demais, ai fui a praia de Taganga onde esta o Hostel que os franceses me indicaram. Era bem isso que eu precisava!!! Um Ribeirao da Ilha no Caribe. Pretendo ficar por aqui até ter que levar o carro pra embarcar em cartagena. Sem me mexer muito, uns dias de Férias depois de dois meses de estrada.

Dia 59 - Bogota / La Dorada

Acordei pronto pra sair de Bogota, ia passar no escritório da empresa, resolver o que fosse possível, e botar o pé na estrada. No escritório, finalmente conheci o Carlos, e a Margot, que me atenderam muito bem. Passei copias dos documentos, e assinei uns papeis. Ao meio dia toquei rumo ao norte. UFA!! Não posso dizer que conheci Bogota, vi alguns parques e monumentos, o transito que é igual a qualquer cidade grande e só. Acho que não era um bom momento pra cidade grande. Saindo da cidade um Defender vermelho passou ao meu lado, eles me falaram alguma coisa, acho até que queriam parar pra conversar, mas eu estava com caganeira e de mal humor.

Fui! Na estrada me acalmei um pouco, o clima da serra, os riozinhos, as cidadezinhas me fizeram bem. Cheguei a La Dorada, que me disseram ser um bom ponto pra parar, acabei passando um pouquinho e parei em Puerto Salgar, um povoado, muito pequeno, com uma igreja uma praça e um hotelzinho, tudo que queria. Boa Noite.

Dia 58 - Bogota

Acordei ainda meio depre, acho que preciso de novos ares, to querendo sair logo daqui, ir pro norte, santa marta talvez seja uma boa opção. Mas antes preciso resolver como mandar o carro. Passei o dia tentando falar com o Carlos, que teve um problema não pode me atender, afinal, lá pelas 5 da tarde, quando eu já estava ligando pra tudo que é empresa de transporte, e até verificando a possibilidade de transportar o carro por avião, consegui falar com o Carlos que me passou o telefone da Margot responsável pelos tramites de envio de carga. Ela me confirmou a possibilidade de envio, o valor, e me disse pra ligar no dia seguinte pela manha. Outro diazinho bem mais ou menos.

Dia 57 - Bogota

Sinceramente não to com muito saco pra cidades grandes. Sai com o Camilo trocamos o óleo, filtros, chequei o freio. Tentei ter mais informações sobre os navios de cartagena a colon, na empresa que tinha conversado por e-mail me passaram que só teriam saída em junho, o que me deixou um pouco assustado. Ligamos pra Carlos um outro participanete de clube land rover, que trabalha em outra empresa de transporte, ele me passou um valor bem mais caro, 1500 dolares, mas tem saidas dia 20 ou 25 de maio. Mais tarde me despedi de Camilo, em cara muito gente boa, e fui pra outro hotel que ele me havia indicado. Comi, fiquei na internet e fui dormir. Diazinho mais ou menos.

25 Maio 2007

Dia 56 - Montenegro / Bogotá


Pela manha ainda conheci um primo da família, tomei café e segui em direção a Bogotá. A estrada é cheia de curvas fechadas, algumas vezes vc tem que esperar que um caminhão passar. Por todo caminho também muito militar.

Depois de passar a cordilheira central cruzei um vale até chegar a próxima cordilheira, onde esta Bogotá. Chegui umas 5 da tarde em Bogotá, procurei um albergue mas não gostei da localização. Ai fiz a cagada de achar que toda grande cidade é igual a são Paulo, tem hotel em qualquer lugar. Fiquei rodando por umas 3 horas, e os hotéis que via, ou eram muito ruins, ou muito caros. Acabei achando um, nem muito barato nem muito ruim e com garagem. Eram umas dez da noite quando consegui me alojar, e dormir. Antes falei com o Camilo, do clube land rover de Bogotá, que ficou de me mostrar um lugar onde trocar óleo e filtros.

Dia 55 - Pereira / Montenegro



Tomamos café, que aqui na Colômbia é muito mais parecido com o brasileiro, e comemos arepas, um pão de farinha de milho tostado. Jorge me convidou pra irmos almoçar na casa da mãe de Helena, amanha é dia das mães por aqui. Aceitei o convite, uma família muito simpática, um estilo de vida muito parecido com o nosso de classe media no Brasil. Almoçamos e seguimos para Salento, uma cidadezinha no pé da Serra Central aqui da Colombia, daqui se pode chegar ao Parque Nacional los Nevados. No caminho um pedágio e eu só pra variar não encontrei a carteira, e o Jorge já tinha passado na frente com seu carro. Provoquei a maior fila, ai um caminhoneiro que estava atrás de mim resolveu pagar meu pedágio. É verdade o cara pagou 8000 pesos colombianos (uns 8 reais) e foi se embora. Não falei que o pessoal aqui na Colômbia é extremamente prestativo. Seguimos viagem, depois de achar a carteira, até Salento, é uma vila pequena, bem arrumadinha cheia de artesanato e uma pracinha com restaurantes de comida típica.

Tem um mirador de onde se veria os montes nevados, e obviamente estava nublado. Fizemos uma paradinha pra uma cervaja e um Patacon, uma “panquequa” feita com banana e frita recheada com carne e temperos, muito bom.

Seguimos em direção a Montenegro para o sitio do Eduardo, depois de muita chuva na estrada, chegamos a um sitio muito simpático. Como eduardo tem planos de fazer uma viagem pela America do sul com o Sebastiao seu filho, fiquei um bom tempo lhe mostrando opções e lugares pra visitar.

Dia 54 - Cali / Pereira

Pra sair de Cali me perdi um pouco, a cidade é bem grandinha. Na estrada em direção a pereira muita plantação de cana e muito militar. Passei por cidades menores, mas bem organizadas. Cheguei em Pereira umas 2 da tarde a cidade tem uns 300mil habitantes e me pareceu bem moderna comparada com as cidades que vi no peru e ecuador.

Almocei e fui pra internet, liguei pro Jorge Eduardo, um cara do clube land rover daqui, combinamos de nos encontrar. Ele apareceu com um Land Rover Series II de 1961, por aqui esse é o land rover mais comum. Fomos encontrar o pessoal do clube. Tinham uns 6 me esperando quando cheguei, todos com seus series, um pessoal bem empolgado e extramamente simpático, que adora conversar sobre carro e viagens.

Ficamos por ali batendo papo por um bom tempo, o Humberto dono da oficina e organizador do clube colocou um selo no carro. Fomos pra casa do Jorge Eduardo, em um condomínio de casas muito tranqüilo, passaria a noite por ali e no dia seguinte iria pra Salento. Jantamos e conversamos bastante sobre política, economia, relações internacionais, turismo, viagens e muito mais. Me dei conta que nessa viagem conheci gente de todo tipo, humilde, simples, e gente como o Jorge e sua esposa, gente com mais condições, mais conhecimento. Pra mim, a melhor parte da viagem tem sido ver as diferenças entre essas pessoas.

23 Maio 2007

O carro foi...

Bom o carro ta num conteiner no porto, acho! sexta eu vou pro panama e se tudo der certo vejo o carro no sabado ou domingo. Abraco.

18 Maio 2007

Enfim.... o Caribe!

Seguinte, ja estou no caribe, em santa marta. Aqui vou tirar uns dias de folga na beira da praia, e dia 26 sigo pro panama, se tudo der certo o carro tambem vai. Depois mando mais detalhes da Colombia, um dos melhores paises que passei ate agora, a gente daqui é extremamente simpatica e prestativa, e me pareceu mais seguro que o Rio de Janeiro. As FOTOS estao aqui. ate mais!

15 Maio 2007

Dei uma atualizada!

Eu sei que to meio atrasado mas ai foi uma atualizacaozinha, ainda falta coisa. Agora estou em Bogota tentando resolver como levar o carro pro Panama. A colombia e' um pais muito legal, e mais seguro que muito lugar no Brasil. E a gente daqui e' extramamente amavel e receptiva. Abraco
Ate mais!!

Dia 53 - Cali

Dormi bastante, acordei e comecei a atualizar o blog. Passei boa parte do dia no hostel pensando em um roteiro pros próximos dias. Tambem fui a internet fazer contato com o pessoal do clube land rover aqui da Colômbia. Almocei e fui ao centro dar uma volta, eh muito parecido com são Paulo, a confusão de carros, pessoas, vendedores e gente andando apressada. Voltei ao hostel e agora vou me preparar pros próximos dias, amanha sigo a Pereira e vou encontrar um camarada do Clube Land Rover. Estou tentando agendar o navio pra ir ateh o panamá. Enquanto isso vou passear um pouco pela Colômbia, tem muita coisa pra conhecer por aqui e pouco tempo.

Dia 52 - Pasto / Cali

As 8 horas fui a internet tentar planejar o roteiro pela Colômbia, peguei algumas informações sobre... os vulcões da região. Mas obviamente a chuva caiu forte, e apesar de estar ao lado do vulcao Galera, o mais ativo na Colômbia, não vi nem fumacinha. Segui em direção a Popayan, aparentemente um destino seguro. A dica de todo mundo ‘e não viajar a noite e não sair das vias principais. Cheguei cedo a popayan, depois de passar por montanhas e vales muito bonitos. Resolvi tocar a Cali, afinal eram so 140km. O problema eh que a quantidade de curva e serras por aqui eh absurd. 140km são feito em 3horinhas. Pra facilitar peguei um acidente que me atrasou uma hora. A quantidade de militares pela estrada asssuta um pouco, mas ao mesmo tempo da muito tranqüilidade pra viajar por aqui. O que chama a atenção eh como eles dirigem por essas serras, a estrada eh boa, mas a quantidade de curvas tornaria difícil qualquer ultrapassagem, tornaria... aqui se percebe onde o Montoya aprendeu a dirigir. Lembrei dos meus tempos de BR101 não duplicada e acompanhei o ritmo do pessoal. No caminho achei um guia de estradas muito bom da Colômbia, infelizmente não tinha o mapa de Cali, mas me assustei quando descobri que tem 2milhoes de habitantes. Cheguei na hora do rush, transito terrível, estilo São Paulo. Fui tentar encontrar um hostel que os franceses haviam me indicado. Depois de perguntar muito cheguei ao centro da cidade. Parei num posto e conheci o Cesar e seu filho Juan, que se ofereceram pra me levar ao endereço. To achando que o pessoal aqui na Colômbia eh extremamente simpático e prestativo. Cheguei ao albergue, mas como não tinham garagem fui a outro perto dali. Guardei as coisas e capotei, dirigir por estas montanhas eh um pouco cansativo, eh muita curva, muito sobe e desce e a media por hora não passa de 50km/h.

Dia 51 - Polilepis, Ecuador / Pasto, Colombia

Tomei o café da manha e toquei em direção a outras lagunas, foram 2 horas de estrada de terra, e cheguei a umas lagoas muito bonitas a 3800 metros de altura. As lagoas foram reduzidas pelas cinzas do vulcão chili ( que obviamente estava encoberto) há 500 anos. Não posso dizer que conheço bem o ecuador, acbei passando muito rápido por aqui, mas gostei muito dos amigos que fiz e espero voltar aqui. Passei a fronteira para a Colômbia a uma da tarde, encontrei um casal de brasileiros e um português viajando aos estados unidos em moto. Trocamos uma idéia e nos despedimos, eu terminei os tramites e segui ate Las Lajas, uma Igreja construída num penhasco a beira de um rio, o visual ‘e muito bonito, o altar da igreja e construído sobre a rocha. Dali segui a Pasto onde passaria a noite pensando num roteiro para cruzar a Colômbia ate cartagena. Demorei bastante pra achar um hotel barato, já estava partindo pros hotéis mais caros quando vi o Gonzalo ( o português) na rua, me indicou o hotel em que estavam e la fui eu. Me hospedei guardei o carro e sai pra jantar com os 4 viajantes. Joel tem uns 60 anos e decidiu sair com sua esposa pra visitar um amigo nos estado unidos, pegou a moto e ate agora tudo bem. Gonzalo ‘e português e já viajou por vários lugares, escreve pra uma revista, saiu de Buenos Aires e vai ate nova Iorque, foi roubado no peru, perdeu câmera, documentos e roupas, mas continua firme e forte. E o Jason (acho que e isso ) e um ingles que já esta na sua segunda volta ao mundo, e anda sem mapa. Bebemos umas cervejas e conversamos sobre as experiências de cada um, foi uma boa noite.

Dia 50 - Quito / Polilepis

O dia amanheceu claro, sem nuvens no céu... opa vou até o vulcão...mas antes que eu saísse do banheiro o tempo fechou. Isso só pode ser um complô, não consegui ver um vulcaozinho descentemente até agora. Bom que seja, fui em direção ao norte passando pela tal Metade do Mundo, um monumento demarcando a linha do ecuador, coisa pra turista, me tomaram 7 dolares pra ver umas linhas no chão. Beleza, agora segui em direção a Ibarra, a estrada por aqui é muito boa, e o visual muito legal, pena que todos os 5 vulcoes que eu poderia ver pelo caminho estavam encobertos pelas nuvens. Passei por Otavalo, centro de artesanato indigina, só passei, nada de compras. Cheguei a Ibarra muito cedo, o ecuador é muito menor que os países por onde tenho passado, em meio dia já estava perto da fronteira com a Colômbia. Para não dizer que não conhecia nada por aqui, resolvi tentar a sugestão do amigo que conheci no restaurante, passar por El Angel pra ver umas lagunas e dormir em uma hosteria chamada Polilepys. Uma hora de estrada de terra e cheguei lá, o preço é meio caro, 50 dolares, chorei um pouco e me fizeram por 20. O Alberto me levou pra um passeio a pé pelo bosque de polilepys, arvore nativa daqui. A região e muito boa pra quem quer descansar, o hotel fica dentro de uma reserva nacional. Jantei uma truta, criada ali mesmo, e fui dormir.

Dia 49 - La Esperanza / Quito

Sai de La Esperanza cedo, com chuva e neblina, o caminho é todo serra acima, cheio de curva, e fazer 100km aqui no ecuador não é tão rápido como no Brasil. Deveria parar em uma laguna no meio do caminho até quito, mas a chuva me desanimou. Passei por vários povoados indígenas, lugares muito interessantes, mas não parei. Cheguei a Latacunga e dali deveria procurar mais um vulcão, o mais ativo do ecuador, novamente a chuva escondia qualquer vulcão a minha volta. Toquei em direção a quito , infelizmente estou com a sensação de que estou passando muito rápido pelo ecuador. Ao meio dia parei pra almoçar, acabei parando num restaurante bem conhecido quito. Como tinha internet wi-fi fiquei por ali enrolando. Conheci duas brasileiras que trabalham no consulado de quito, por coincidência sentaram na mesa ao lado, me deram varias dicas sobre o ecuador e um mapinha de quito. Ao sair conheci um equatoriano que esta pra comprar sua Land Rover, ele deve fazer uma viagem até machupicchu com seu filho de 7 anos em breve. Segui a quito, cheguei a região de Mariscal, pelo que me disseram o bairro mais interessante de quito. No albergue não tinham garagem, rodei uma hora pela região, e achei um pulgueirinho por 7dolares e com garagem. Me ajeitei, tomei um banho ( cá entre nós o primeiro depois de 3 dias ), e fui ao centro histórico muito bem cuidado, com uma iluminação bem feita destacando todos os prédios mais antigos da cidade. Voltei a mariscal e fui comer, achei um restaurante brasileiro que vende pizza barato. Normalmente não gosto destes restaurantes brasileiros fora do país, ou são muito caros e não atendem bem pessoas que gastam pouco, ou são muito ruins e tocam axé e musica brega, era o caso deste. A pizza até que não era ruim, mas era estilo carioca, e vamos concordar que não é a melhor pizza brasileira. Fui dormir sem fome. Amanha a idéia é conhecer quito, e talvez ir até o vulcão cotapaxi se o clima ajudar.

Dia 48 - Guayaquil / La Esperanza

Dormi mal porque não achei a tampa do colchão inflável, e o carro ta uma zona. Levantei e troquei algumas infomações com os franceses, eles obviamente são muito mais organizados que eu. Me deram varias dicas para chegar até o Alaska (eles estao indo pro sul, já passaram pelo Alaska, estados unidos e América central.) Sai dali as 8 horas e fui ao centro de Guayaquil a 10km, tinha certeza que conseguiria ir a galapagos, que nada. As passagens áreas pra estrangeiros estao 360 dolares, e são mais 100 dolares pra entrar no arquipélago, ao todo iria gasta 550,00 dolares, infelizmente esta fora do meu orçamento, esse é mais um lugar pra próxima viagem. Já faz uma semana que estou sem o conversor, que me permite carregar a bateria dos equipamentos (filmadora, maq fotográfica, GPS, palm) tenho me virado, mas é um saco. Resolvi procurar um conversor aqui por Guayaquil. Mas antes passei no aeroporto ver se tinham alguma passagem mais barata ou coisa assim, nem de longe, e a opção de ir de barco demoraria muito. Achei um shopping e rezei pra achar o tal conversor, e.. finalmente uma RadioShack (não é propaganda), mas essa loja é duk.. perguntei se tinham e prontamente ele me ofereceu varias opções. Guayaquil é uma cidade muito grande e moderna, acho que a utilização do dólar por aqui também tornou a cidade mais americanizada, todas as lojas no shopping são grandes marcas americanas, e todos os fast food estao por aqui. Meu tempo de shopping foi 2 horas, logo resolvi seguir viagem. Fui em direção a Quevedo seguindo dica dos franceses. As 18 horas comecei a subir a serra e começou a chover, passei por um pueblito e arrumei uma pousado, casa da dona Carmelita, muito simpática. Ela ficou admirada quando viu eu preparar uma sopa instantânea dessas e me pediu uma para experimentar. Para ela deve ser melhor comer essa comida por que ela vê os europeus que passam por aqui, e acha eles muito saudáveis, coradinhos, provavelmente pela comida instantânea que comem. Tentei explicar que não é bem assim, mas acho que ela gostou mesmo da comida instantânea.

Dia 47 - Arenillas / Guayaquil

Levantei com o barulho do pessoal na oficina, David me falou que o carro estaria pronto até meio dia. Desci e o guri que estava arrumando o carro me mostrou o tal do “clutch”(não tenho a mínima idéia do nome em português, e nem se é assim que se escreve). Bom, ele disse que poderia arrumar, então ta né. Fiquei por ali peruando, batendo papo com o David, sobre o ecuador, sobre seu problema de saúde. Ele sofreu um derrame há dois anos, e teve todo lado direito do corpo paralisado. Está fazendo fisioterapia, mas tem dificuldade para movimentar-se, também tem certa dificuldade pra falar, mas conseguimos nos entender bem e acabamos amigos. Me disse que teve o derrame porque trabalhava demais, também fazia muita festa e não se cuidou. Agora tem fé em Deus que vai melhorar, e voltar a trabalhar como antes, hoje outros mecânicos mais novos fazem o serviço que ele supervisiona de perto. Fui almoçar enquanto o pessoal montava a caixa. As três da tarde finalmente ligamos o carro, ele fez um ajuste no freio de mão e estava pronto pra ir. Me despedi de todos e tirei uma foto, prometi a David que em minha viagem se soubesse de algum medico pra lhe ajudar iria ligar. Não sei quanto vou poder ajudar, mas esse é um cara que merece melhorar, gente finíssima. Na verdade ontem pensava em escrever sobre os problemas com o carro, mas agora acho que até esses problemas me permitiram fazer novos amigos, e tornar a viagem muito mais interessantes. Sai de Arenillas as 4 da tarde, toquei em direção a Guayaquil, a estrada é tem trechos horríveis, mas na media final é bem boa. Chegando a Guayaquil as 7 horas passei pelo pedágio e vi uma defender estacionada. Novamente resolvi parar e fazer amigos. Conheci o casal de franceses Fabrice e Valerie, viajantes de carteirinha, já foram a quase todos os continentes acompanhados do filhos de 14 e 12 anos (acho). Eles me convidaram pra jantar, e ficamos por ali, conversando sobre viagens, americanos, latinos, land rover, viagens pela áfrica, Irã e europa. Eles são muito mais preparados que eu e quase sempre ficam em campings. Fui dormir com o barulho dos caminhões que passavam por ali toda noite.

Dia 46 - Sullana, Peru / Arenillas, Ecuador

Acordei cedo na esperança que a estrada estivesse liberada, nada feito. Segui para Macara, uma outra entrada para o Ecuador, mas perdi o litoral norte do peru que dizem ser muito bom. Em uma hora cheguei a fronteira, e foi uma das mais rápidas até agora. Tanto pra sair do Peru como a entrada no ecuador. Aqui já se vê o começo de floresta, um alivio depois de tanto deserto. Entrei no ecuador sem qualquer informaçao de onde ir, sabia que queria chegar a Guayaquil para tentar chegar a galapagos. Parei em uma cidadezinha perto da fronteira, e me indicaram o caminho mais rápido a Guayaquil. Segui viagem, fui parado numa blitz do exercito, revistaram todo o carro, e me deram dicas de onde passar no ecuador. De Macara segui até Alamor por uma estrada de asfalto passando por muita serra e curva. Um passeio tranqüilo cruzando pequeno vilarejos no meio da serra. Já perto de Alamor no pé da serra, muito perto de Guayaquil, a embreagem travou... Em pouco tempo aprendi a passar a marcha sem embreagem ( o que no defender é relativamente fácil ). A cidade mais próxima estava a 30km, Arenillas. Achei um posto de combustível e parei pra abastecer e pedir informações. Não tinha combustível.. mas me indicaram o centro da cidade. Pra sair dali aprendi a arrancar o carro sem embreagem, um truquezinho fácil usando a reduzida. Em direção ao centro de Arenillas avistei uma oficina bem movimentada e com boa aparência. Parei. Eu achava que era só vazamento de fluido, mas o mecânico disse que era o disco de embreagem. Sem muita saída, resolvi deixa-lo abrir a caixa e fazer o reparo. É um risco que tenho que correr deixar um desconhecido mexer no carro. Fiquei no cangote dele o tempo todo, mesmo não entendo bulhufas de mecânica, mas depois de uns dez parafusos percebi que o guri sabia o que fazia. Me tranqüilizei mais, bati bapo com os clientes da oficina, todos me falavam bem do David dono da oficina e que era o melhor lugar da região. Dessa vez acho que meu sexto sentido acertou em cheio (até que ele tem funcionado bem ultimamente). Conheci um equatoriano deportado, David morou 13 anos nos estados unidos e há um mês foi pego sem o visto, não pretende voltar tão cedo, prefere viver no ecuador em liberdade do que correr o risco de ser preso, agora esta tentando conseguir um visto pra voltar legalmente, mas só depois de 5 anos. Me falou que levou 4 meses para passar da Guatemala ao México e finalmente cruzar a fronteira americana. Conheci também um senhor, que me falou de economia e política enquanto David ( o dono da oficina ) arrumava seu carro usando o método tentativa e erro. Tambem conheci dois pedreiros muito curiosos sobre a viagem até o alaska me mostraram um pouco da musica local e falaram dos lugares que deveria conhecer, mesmo que eles nunca tenham saído muito longe de sua cidade. O David me falou que o carro só ficaria pronto no dia seguinte e me ofereceu um quarto pra eu passar a noite, aceitei. O pessoal todo por aqui é muito simpático, a esposa de David sugeriu que fossemos dar uma volta pela cidade. Saimos eu, David seu filho e um amigo deles em direção a uma cidade vizinha na fronteira com o peru. No caminho uma manifestação por alguma ponte que vão construir, dois grupos os a favor e os contra a tal ponte, ocupavam toda a estrada lado a lado. Muito diferente dos protestos no Peru, aqui parecia mais uma festa, gente com bandeiras e faixas, em carros, motos, caminhões e ônibus. Passamos lentamente pelos manifestante e chegamos a uma barraca. Ali comemos um belo prato feito de carne de porco por um dólar e meio. Segundo David este é o melhor PF da região, e de verdade gostei bastante. Voltamos a Arenillas e antes de dormir sentei na sala com David e sua esposa pra conversarmos mais um pouco, falamos mais de religião e apesar de não chegarmos em um consenso foi um bom papo. Boa Noite!

Dia 45 - Tortuga / Sullana

Acordei arrumei as coisas e toquei em direção a mancara, uma cidade no litoral norte do peru. Pelo caminho fui lembrando dos policiais, infelizmente esses caras estragam a imagem do pais, fiz vários amigos por aqui e sei que esses policiais não são a regra no Peru. Tambem lembrei do policial argentino, muito conhecido por todos os brasileiros que passam pelo chaco, e sei que também existe isso no Brasil. Acho que até agora tive mais medo dos policiais que de qualquer outra coisa. Mas finalmente mais um policial me parou, desta vez acompanhado de uma representante da prefeitura, me tascou uma multa por excesso de velocidade, estava a 66 em uma zona de 45. Ele me mostrou a foto do radar, e me indicaram onde deveria pagar a multa de 60 soles. Andei uns 100 metros paguei a multa em um posto da prefeitura e continuei viagem. Acho que fiquei mais confiante, pelo menos dessa vez foi tudo resolvido oficialmente. Cheguei a Sullana dali em mais uma hora estaria no meu destino de hoje.. estaria, mais um protesto interrompendo a estrada. Dessa vez era um protesto de agricultures, fiz meia volta e procurei um hotel. Achei um pulgueirinho bem barato, mas não tinha estacionamento, o cara me prometeu alguém pra cuidar do carro. As 10 da noite escutei o alarme do carro e corri, aparentemente o cara que estava cuidando do carro voi checar as portas e descobri que a porta traseira não tranca mais. Bom, sai dali em busca de um hotel com garagem, achei um a uma quadra dali, muito melhor e por um preço bem razoável. E com internet. Dormi que foi uma maravilha.

Dia 44 - Lima / Tortuga

O café da manha no hostel tem sido muito agradável, o pessoal sente e conversa sobre suas viagens, quem foi pra onde,dicas do que fazer pra quem esta começando. Hoje conheci um canadense que mora em calgary, um cara gente boa, vai até machu Picchu, só uma semana de férias. Tinham também dois israelenses e mais dois alemães mais novos. Acabei me enrolando no bate papo, e sai mais tarde que previa. Decidi chegar mais rápido possível ao norte do Peru, por isso acabei indo pelo litoral, deixei a cordilheira blanca pra próxima ( dizem que é uma região muito bonita pra passar. Uma hora depois de lima, primeira blitz policial... um primeiro policial veio verificou os documentos e já estava me liberando quando um outro, com pinta de gala de novela mexicana se aproximou, falou alguma coisa no celular e me disse que tinha passado acima da velocidade em algum ponto da rodovia. Nem comentei que estava indo mais devagar que todo mundo por ali pra não levantar discussão. Ele me falou que teria que pagar a multa de 169 soles na prefeitura e coisa e tal. Eu calmamente aceitei a multa e lhe disse que estava sem dinheiro por isso precisava mesmo ir a cidade pra tirar dinheiro. Ele me perguntou se tinha alguma coisa e que ele mesmo ia até a prefeitura pagar pra mim.. aham. Ai comecei a encenação disse pra ele que ia procurar alguma coisa no carro. Abri todas as portas e ia de um lado pro outro remexendo minhas coisas procurando alguma coisa que obviamente nunca ia achar, depois de dez minutos acho que ele se cansou e me liberou. Aham! Continuei meio puto foi a primeira vez que aconteceu isso nessa viagem, por mais que eu soubesse que ia acontecer fiquei muito puto. Mas decidi que a tática seria a do cansaço daqui pra frente. Passei batido pela cidade mais antiga das Américas, de mal humor. Cheguei a uma praia em Barranca, chamada chorrilhos, me lembrou um pouco a barra da lagoa no inverno. Conheci dois caras e uma mulher ali da região, o pai deles já fez a viagem dos estados unidos ao peru varias vezes, também estiveram no Brasil, de carro, La pela começo de 80. Isso sim é aventura. Comi uma espécie de paella com file de peixe muito bom. Fiquei ali apreciando o visual por uns minutos pra relaxar. Sai e em 5 minutos outro guardinha me parou, esses foram mais cara de pau, inventaram um tal de seguro, um deles quando soube que eu ia até os estados unidos quis me liberar, o outro ficou me enrolando. Como eu disse que estava disposto a pagar e que não tinha problema ele inventou que so poderia pagar em uma cidade a 200km dali, hehehe Lima estava há 190, ai mostrei o GPS e pedi que me indicasse a cidade, ele se enrolou todo. Voltei a tática de procurar o dinheiro pelo carro, abri as portas e fiquei mais uns dez minutos, ai lembrei de ligar a câmera de vídeo, então eles finalmente desistiram e pediram uma contribuição. A cagada foi que no final eu abri a carteira pra mostrar que não tinha nada, e pior que tinha 20 soles, bom menos mal 20 soles do que 180soles. Toquei e pelo caminho todo varias viaturas, so uma me parou, mas não pediu nada, e uma fez mensao de me parar mas eu fiz que não vi passei direto. Cheguei a um lugar chamado La Tortuga, um balneário turístico, mas fora da temporada é um deserto, achei uma pousada de uma senhora por 20 soles e fiquei por ali.

Dia 43 - Lima

Sai cedo pra chegar ao mecânico as 8, achei que ia me perder muito rápido, mas na verdade lembrei de todo o caminho e cheguei no Nacho ( o mecânico ) bem fácil. A oficina é bem de fundo de quintal, mas os caras parecem entender bem do assunto, tinha 5 ou seis land rover series (das antigas) sendo restauradas ali. Comecamos trocando o óleo e arrumando a chave de luz. Isso levou ums 3horas, tudo bem, tinha o dia todo. Nacho sugeriu engraxar o cubo de roda, eu tinha entendido outra coisa, quando vi ele já tava fazendo. Bom, fui almoçar num boteco por 3 soles, básico, macarrão frango ensopado e a sopa. Voltei e eles continuavam nas rodas, peguei minha cadeirinha no carro e sentei. La pelas 2 horas apareceu um senhor interessando em ver o carro, o pessoal chama ele de professor, um cara simples dono de um land rover series. Aqui tem muito desses land rover antigos, aparentemente o governo tinha muitos desses e começou a leiloa-los quando envelheceram, o pessoal compra muito barato e restaura. Ficam com um carro muito bom pras estradas no interior do peru. Depois chegou o Lalo um gurizao, também dono de um Series. Ficamos ali batendo papo conversando sobre land rovers principalmente. Eles ficaram muito interessados no quebra mato do carro e tiraram fotos de tudo. La pelas 6 da tarde o carro estava pronto, mas descobrimos que havia um vazamento no filtro de óleo, demos uma apertada, mas acho que isso ainda vai me incomodar. Voltei ao hostel. Dormi cedo.

10 Maio 2007

Fotos

O album ta dividido, e meio bagunçado, quem sabe um dia eu arrume, mas o link é esse. aqui http://picasaweb.google.com.br/Sergioseverino
To em cali na colombia. já já eu atualizo.

05 Maio 2007

Tudo indo..

Bom, ainda to viajando, mas a internet ta meio dificil ultimamente... na verdade tambem nao to muito a fim de ficar no computador... mas.. sai de lima fui extorquido duas vezes, escapei sem pagar nada, e tomei uma multa(justa)... passei em uma praia deserta La Tortuga. Na saida do Peru havia outro protesto bloqueando a estrada, tomei um desvio e cheguei ao ecuador, o carro perdeu a embreagem, fiquei dois dias arrumando num amigo que virou um amigo, e agora estou em guaiquil, a ponto de desistir de galapos, vai sair muito mais caro que pensava. Abraco a todos, depois desenvolvo melhor o assunto... ah conheci um casal de franceses viajando com seus filhos tambem num land rover, pessoal muito legal. fui!

03 Maio 2007

Dia 42 - Lima

Acordei cedo comecei a escrever pro blog ( que saco ) tomei café e fiquei batendo papo com um pessoa aqui do hostel. Um frances e um argentino, pessoal gente boa. Fui almoçar num restaurante tipo “Sport bar”, meio caro mas estava querendo variar um pouco. Encontrei o Paul, que veio com seu LandRover Series, uma preciosidade que parecia zero. Fui seguindo ele ao mecânico, levou uma meia hora. Chegamos lá e infelizmente ele não tinha tudo que eu precisava, combinamos de eu passar lá amanha. Vou tentar, o caminho é meio complicado, e não estava com o GPs que esta sem bateria. Fui

Dia 41 - Nazca / Lima

Tomei um belo café da manha, segui em direcao a torre de observação das linhas de nasça. Dali só é possível ver dois desenhos , mas tudo bem, não estava muito a fim de gastar 45 dolares pelo vôo. Da torre da pra ter uma idéia de como é o esquema. Continuei e mais a frente parei no museu dedicado a mulher que estodou as linhas de nasça. Normalmente tenho evitado os museus, acho muito chato, mas esse era pequeno e a historia da mulher é muito legal. Sai dali em direção a Ica pra ficar em um Oasis no deserto (so podia ser no deserto né ) Acabei passando direto e não quis voltar, toquei em direção a Lima, resolvi fazer um pit stop pra dar uma geral no carro. A estrada é bom, mas novamente uns 100km antes de Lima, a tal neblina no meio do deserto. Como ainda era cedo não me preocupei, cheguei a lima umas 15h, o transito é horrível, muito parecido com são Paulo, então não tive problemas em me orientar por aqui, e como em toda cidade aqui no peru, tudo funciona na base da buzina. A preferencial é de quem buzinar primeiro, acho. Consegui chegar a miraflores relativamente rápido, foi a internet achei os hostels e me alojei. Fui comer na praça de miraflores, mais uma pra coleção de praças. Miraflores é uma espécie de rigiao nobre de lima, e caminhar pela praça parece um bom programa, tem teatro na rua, alguns músicos, e artesões. Queria comer algo simples, passei por todos fast food daqui, alguns restaurantes mais caros e um restaurante brasileiro. Por experiência própria evito os restaurantes brasileiros no exterior, geralmente são caros, e dificilmente a feijoada é boa. Achei uma lanchonete, pedi um monumental, e ai assim me senti em casa. O lanche era enorme, tipo um x-tudo do House em Floripa. Matei a fome e a saudade de casa numa só. Voltei ao hostel, e o Paul ligou, conheci ele pelo landrover club do peru, ele me deu varias informações de onde levar o carro. Saimos e fomos passear pelo centro histórico de lima. A cidade me pareceu bem bonita a noite, muita luz iluminando os prédios históricos. Voltamos ao Hostel e Paul se prontificou a ir comigo ao mecânico amanha pra trocar o óleo e dar uma geral.

Dia 40 - Cusco / Nazca

Tomei café arrumei tudo e sai de cusco as 9 horas, pelo caminho tudo tranqüilo, passei por alguns canyos e vales muito legais, cheguei a 4800m de altura, em Puquio ( uma cidade muito pobre e estranha ) começou o pior trecho da viagem, a estrada piorou muito e entrei numa das piores neblinas que já vi. A visibilidade era de uns 5 metros acho. Finalmente a neblina passou vi um por do sol maravilhoso sobre as nuvens. Quando já estava escuro vi as luzes da cidade lá em baixo no pé da montanha, achei que estava perto. Comecei a descer, derepente os faróis se aparam por um instante, achei que fosse algo na bateria, mas uns minutos depois se apagou de vez. Meio assustado descobri que era mal contato na chave de luz. Pra não correr risco de perder a luz no meio das milhares de curva desta serra fui segurando a luz alta até chegar a Nazca. Como tenho feito quase sempre, parei em uma internet procurei os hostels, e achei um bem perto do centro. Guardei as coisas, e fui a praça que estava bem movimentada. O lugar me pareceu muito agradável apesar de estar no meio do deserto.

Dia 39 - Aguas Calientes / Cusco

A idéia era ir de trem até a hidroelétrica e pegar o carro em santa teresa, combinado com o Gregory ( o Polones) de ir juntos. Mas nos passaram o horário errado do trem que saiu mais cedo. O Gregory não apareceu e seguimos viagem. Eu comecei o dia de mal humor, pelo trem e pelo preço da passagem 8 dolares por 30min de trem. Uma senhora quéchua que viajava ao nosso lado se espantou com valor cobrado, e me disse que eu estava pagando a passagem de 10 pessoas. Por aqui todo turista paga muito mais por tudo. Chegamos a Santa Teresa pegamos o carro e partimos em direção a santa Maria cruzando os penhascos e montanhas. Ainda de mal humor chegamos ao bloqueio antes de cruzar a montanha até ollantaitambo. Ali conheci um policial que me reclamou da política e da economia do peru. Comemos um arroz com frango na beira da estrada, muito bom. Ao meio dia a estrada foi liberada e tocamos pra cusco, as 16h chegamos lá . Fomos até um bairro mais afastado para lavar o carro, voltamos ao hostel e fiquei pela internet. Só.

Guia para Machu Picchu Alternativo

Guia Turistico .. sair de cusco ate ollantaitambo de onibus, daí pegar um ônibus até santa Maria, daí uma van até santa Teresa, e outra até a hidroelétrica, caminhar pelos trilhos até águas calientes, durma lá. No dia seguinte va até machupichu, 6 horas são suficiente para conhecer tudo. Daí, é só voltar. Você deve gastar uns 20 dolares mais a entrada do parque, se optar pelos tours de cusco o mais barato com trem, entrada, uma noite em águas calientes deve sair 135 doletas.

Dia 38 - Machupicchu

Acordei as 5 da manha, choveu quase toda noite, minha maior preocupação é com a estrada na volta pra cusco, a essa altura já deve ter caído mais alguma barreira. Enfim, decidi subir de ônibus, mais 6 doletas só pra economizar minhas pernas. Cheguei a entrada das ruínas! As primeiras impressões são de que fui enganado... a chuva não deixa ver muita coisa e as ruinas se parecem como qualquer outra. Vou seguinho um grupo de turistas pra aproveitar as informações do guia. A chuva piora e paramos num lugar protegido. As 8 horas resolvi começar a subida a wainpicchu, estava contando que ao chegar lá em cima as nuvens já teriam passado.. a subida é difícil, mas qualquer um pode fazer. A maioria das pessoas leva 1h eu tomei mais meia hora de paradas estratégicas para oxigenação. Cheguei lá e o que impressiona é como esses malucos conseguiram colocar essas pedras em cima destas pedras. La em cima todos parecem amigos, se cumprimentam em espanhol, inglês, Frances, subir ali torna todos conhecidos. Falei pra eles que ia esperar até o sol aparecer. A maioria desceu antes, três horas depois eu estava lá em cima, com outros novos amigos, e finalmente os 40 dolares se pagaram... (aqui fica um silencio de 10 minutos ) ... Acho que não tenho domínio suficiente do português pra descrever o lugar... Ducaralho!!!!
Comecei a descer, o sol já dominava toda a montanha e eu não cansava de admirá-la.. O tempo todo vc cruza com gente, conversa como se fossem conhecidos, na maioria das vezes não sei o nome nem de onde são. Apenas comentamos sobre machu Picchu e seguimos caminhando. Passei pela cidadela, encontrei um polonês que havia conhecido em santa Teresa. Seguimos juntos até a ponte inca, dispensável. Daí, mais uma das dezenas de paradas para admirar o visual. Seguimos ao Portal do Sol, mais um silencio... As 4 horas voltamos a águas calientes, a pé, seguimos devagar pelo cansaço, mas muito mais para degustar o prazer de estar nesse lugar. Valeu!

Dia 37 - Santa Maria / Aguas Calientes

Dormimos no carro, acordamos as 6 e descobrimos que os ônibus de cusco não haviam chegado por algum desmoronamento na estrada que passamos na noite anterios, ainda bem que passamos. Seguimos em direção a Santa Teresa, estrada de terra, cheia de buracos. Assim que começamos a subir percebi que não seria tão simples. A estrada só tem passagem para um carro De um lado a montanha e do outro... ar. Não tenho idéia como esses caras conseguem abrir estradas por aqui, o tereno é extremamente íngreme. Lentamente vou cruzando rios e fazendo curvas de 180 graus, são apenas 38km que são percorridos em uma hora e meia, impossível ir mais rápido ( e olha quem ta falando). Num certo ponto fico em duvida se é possível passar, a passagem é estreita, feita sobre um deslizamento de terra com boa inclinação pro lado esquerdo e de terreno argiloso, ou seja, se o carro escorregar a proxima parada é o rio a uns mil metros abaixo. Olhei, olhei, engatei reduzida, travei o diferencial.... seja o que deus quiser. Foi a primeira vez que tive realmente medo de perder o controle do carro. Passei, e mais alguns rios e dois penhascos depois chegamos a Santa Teresa. Uma cidade pequena, que foi devastada em 97 por um “aluvion” ( não lembro a palavra em português ) a montanha desceu pelo rio e devastou todo o vale. Ainda há marcas do desastre e as pessoas aqui lembram hora e data em que varias pessoas morreram. Há dois anos a cidade foi descoberta como um ponto alternativo para se chegar a águas calientes e começa a crescer a industria turística por aqui. Muito mais barata que cusco ou águas calientes, aqui vêem os mochileiros que querem evitar o custo do trem que sai de cusco. Bom, deixamos o carro estacionado no centro de saúde, e pegamos uma van até a hidroletrica, na verdade até o próximo deslizamento, que aconteceu há dois dias. A estrada continua por precipícios e no meio do caminho se pode ver o túnel da hidroelétrica que desvia a água por baixo da estrada. De onde a van nos deixou seguimos caminhando pelos trilhos do tredm até águas caliente, são 3 horas pra um paulistano sedentário, e 2 horas pra a maioria do pessoal. Vamos parando para apreciar a vista e de alguns pontos já se vê as ruínas de machupicchu. Os trilhos contornam a montanha Machu Picchu até águas calientes. Tambem passando por algumas cachoeiras muito bonitas. Chegamos a Aguas Calientes as 14 horas e fomos comer, um menu ( o prato da casa) saiu 5 soles. Depois procuramos por um hostel, achei um por 10 soles por pessoa, mas o Cesar disse ter um amigo que podia conseguir algo mais barato, acabamos em um hostel meia boca, que saiu o mesmo preço. Bom, eu estava acabado, Cesar foi para as piscinas termais, eu fui pra praça. Me sentei e fiquei vendo a cidade passar, me lembrei das varias praças em que estive até agora... mas isso é outro texto. Comprei a entreda para machu Picchu, 40 doletas, espero que essas tais ruínas sejam tudo isso mesmo. Boa noite!

Dia 36 - Cusco / Santa Maria

As 9 horas fomos ao centro de informações para saber como chegar de carro até lá. Nos disseram que era impossível, voltamos ao hotel e fui na internet procurar informações, descobri que existe uma alternativa, e resolvi tentar...
Eu e o Cesar saímos as 2h em direção a Olaytan... e passando ao lado das ruínas chegamos a estrada que leva a Santa Maria. Depois de 2km de terra começa uma estrada asfaltada muito boa. De 2000m subimos a 4600 muito rápido, mas chegando ao topo, a estrada estava fechada. Descobrimos que só abrem a estrada ao meio dia e depois das 5. Ficamos por ali conversando com o pessoal da fila, conheci dois motoristas de ambulância, e um senhor chamado Juan, que é agrônomo. Ele me explicou as varias fases de reforma agrária, disse conhecer um pouco do Brasil e acha a agricultura no Brasil mais profissional, eu digo que acho muito latifundiária, e ele acha queno peru foi muito mal distribuída a terra. Bom, o frio aumenta e vamos cada um pro seu carro. A estrada é liberada, e sigo o pessoal da ambulância, daqui pra frente nada de asfalto nem sinalização, algumas vezes nem da pra dizer que é estrada. Mas o visual é incrível montanhas nevadas e um por do sol espetacular. Agora é só descida, a noite cai, e continuo seguindo a ambulância, passamos por vários rios e apesar de não ver muito, da pra sentir o penhasco logo ao lado. No caminho muitos caminhoes e tratores que estao trabalhando na construção da estrada atrapalham um pouco. Enfim, chegamos a Santa Maria as 8 da noite, por conselho do pessoal da fila resolvemos dormir por ali. Jantamos e conhecemos o motorista da van que faz o trajeto até santa Teresa, nosso destino. Ele nos explica todo o caminho, ficamos por ali , conversamos um pouco com o pessoal da região e vamos dormir.

27 Abril 2007

Dia 35 - Cusco / Vale Sagrado

Conheci o Cesar, que trabalha aqui no albergue e ele me falou que vai visitar os pais que moram em Pisac, no Vale Sagrado, e me convidou pra ir com ele. Saimos as 7 da manha, e antes passamos pra pegar a filha dele, Mabila, de 4 anos. Primeira parada foi ruínas de Pisac, e já me impressionei com a precisão na engenharia desses tais Incas. Como eu não entendo muito de historia, não vou me meter a falar besteira, vejam as fotos e procurem no Google. Bom a Mabila parecia conhecer bem o lugar, o tempo todo indicava o caminho certo. Só não entendia bem a historia dos espanhóis. “mas onde moravam os espanhóis? ” perguntava. Eu me cansei nos primeiros 10 degraus, a mabila e o Cesar nem ai. Saimos dali e fomos para Ollantitambo ( ou caisa assim ), mas antes demos uma passada na casa dos pais do Cesar. Finalmente uma legitamente peruana, quéchua na verdade. A família toda fala quéchua, mas com visitas na casa eles falam espanhol. A Irma de Cesar cria os tais cuys, ai fui descobrir que esse tal bicho que eu comi era um nada mais que um porquinho da índia, muito mais bonitinho antes de assado. O Pai de Cesar me trouxe um copo de Chicha, que é uma espécie de cerveja artesanal feita com maiz em vez de cevada. A maiz é o milho depois de maduro e um dos principais ingredientes da comida da regiao. A chicha é comum por aqui, toda casa que produz tem uma bandeira vermelha na frente da casa, é só chegar e pedir a sua. O nível alcoólico é muito parecido com o da cerveja e gosto é bom, mas podia ser gelada. Bom, ficamos pouco tempo na casa, logo continuamos, e como não tínhamos avisado com antecedência, eles não tinham nenhum cuy pra preparar pra mim, tudo bem, fica pra próxima. Chegamos em Ollaytintambo ( ou coisa assim) Demos mais um passeo pelas ruínas e coisa e tal e fomos a Cha(qualquer coisa). Mais uma ruína. Legal e só.
Voltamos pra cusco, fiquei no albergue acessando internet, e buscando info sobre como chegar a águas calientes de carro... ai apareceu um mala que disse que não tinha como. O Cesar falou que era possível mas não sabia e ia perguntar a outras pessoas. Eu já estava meio decidido a pagar os 150 dolares pelo tour de um dia. Fui dormi.

22 Abril 2007

Vale Sagrado

Depois conto mais, mas valeu a viagem!! Fui acompanhoda de Cesar um cara que trabalha aqui no hotel e a filha dele Mabila de 4 anos, visitamos varios sitios arqueologicos. E a familia de Cesar. Marivilha!!
Abraço

Dia 34 - Ayaviri / Cusco

Ta bom, vamos pra Cusco. Cidade grande, não to a fim de chegar tarde e se bobear nem fico lá vou direto pra machupichu. Tirei umas fotinhos da Igreja e dos taxi bicicleta. No caminho pra Cusco, sem muita novidade, montanhas, plantações por todas as partes, um pouco de neve lá nos cumes. Um visual legal, mas nada de formidável. Já estava com fome e vi uma placa de um restaurante..
“cuyu asado al horno”, ahh esse era um dos pratos que a turma me falou, vou experimentar. A descrição que me deram é que era uma espécie de coelho asado com batadas. Aham... mais parecia um ratão, ou um gambá asado inteiro, com cabeça dentes e tudo, servido com um macarrão desgraçado, e duas batatas. O gosto não é horrível mas o visual é de assustar, fiquei meio enjoado depois, mas muito mais pela visão do bicho que pelo paladar. É uma carne de rato como qualquer outra. Hehehe
Estou em Cusco e amanha devo fazer um tur por aqui, segunda devo ir a machupichu. abraço

Dia 33 - Chivay / Vale Colca / Ayaviri

O plano pra hoje, é ver esse tal de vale de colca e sair correndo pra tentar chegar em puno durante o dia. Na verdade puno era a primeira parada no Peru, mas por indicação dos amigos caminhoneiros resolvi tentar Arequipa, e Vale de Colca primeiro. Sai sem tomar café, e logo na primeira subida, chegando aos 4mil outra dor de cabeça. Mas dessa vez controlável. Fui seguindo o vale, e tal e cousa, e nada de vale impressionante, achei que já tinha passado o desgraçado. Entao o canyon começou a se aprofundar, e finalmente tava lá o tal do vale, maravilha, e mais impressionante ainda são os povoados do outro lado do vale, no meio da montanha, neguinho deve dormir em pé por lá. Ai resolvi voltar, mas vi uns passarinhos e resolvi parar, eram os tais dos condor (ou seriam condores, eu sei que eu estava com dores hehehe). Bom, vi ali os passarinhos em seu habitat naturalmente cheio de turistas em volta, bati umas fotos tentei gravar um pouco e fui me embora. O relato é meio fraco, mas o lugar é duca. Sai em direção a puno, peguei a estrada mais longa pq ninguém sabia me dizer se a outra estava em condições. No caminho passei por um gol de belo horizonte dei umas buzinadas e só, ai apareceram umas lagoas bem bonitinhas, fiz um lanche e fui-me. Ah, novamente aqui vários cachorros pela estrada esperando comida dos carros, acho isso muito estranho, porque é a mesma coisa que vi na Bolivia. Por que esses cachorros não descem as montanhas procuram lugares mais quentes, a maioria deles ( tanto aqui como na Bolívia ) estava acima de 4mil metros de altitude, se alguém souber me avise. Bom fui indo em direção a Juliaca e dali, virar a direita e seguir pra Puno. Cheguei olhei, pensei, virei a esquerda e desisti de Puno, o Lago Titicaca fica pra próxima. Vou direto pra Cusco... Mas antes parei em Ayaviri, também por indicação do pessoal da estrada. Cidadezinha simpática, relativamente pequena, uma pracinha onde o povo se reúne pra conversar, aquela coisa. Dormi.

Dia 32 - Arequipa / Chivay

Acordei cedo, meio cansado ainda do dia anterior, só consegui dormir umas 2 da madruga, e 9 horas estava de pé. Tomei café, conheci um casal de brasileiros e um de austríacos. Sai fui dar uma volta pelo centro histórico, e acabei caindo no mercado publico, muito mais interessante que os museus. Muito colorido pela variedade de frutas e verduras e carnes de porco, lhama, peixe e boi. Lembrei que o Freire me falou que deveria experimentar alguma coisa por ali, mas não lembrei o que era. Acbei não arriscando nada. Meio dia almocei por ali mesmo, um “menu” que é na verdade o prato do dia (o mais barato também), se vc quiser alguma coisa diferente peça pela carta ( que é o nosso menu ) . Depois que aprendi isso só peço pelo menu, é mais rápido e econômico. Bom, 12 horas toquei em direção a Chivay, quer dizer, tentei levei um tempo pra me achar. Abasteci o carro no caminho e peguei a estrada, boa por sinal. Arequipa esta a uns 2,6 mil de altitude e ainda sim tem muito mais subida. Pelo caminho monhanhas, e vulcões pra todos os lados, mas nada de especial. Passei pelo pedágio e como a estrada estava tranqüila o cara do pedágio começou a puxar papo, fiquei uns 5 minutos ali parado no pedágio falando de espécies nativas dos Andes e da patagônia, ele me perguntou do Brasil, mas não sou muito de zoologia. Segui subindo, já estava em 4,2mil quando comecei a ficar meio zoado. Mas em 4,5 o ipod morreu e eu comecei a ter dores de cabeça, quando achei que era só descer cheguei a 4,9mil metros. Ai o bicho pegou, o sono acumulado bateu junto com a dor de cabeça, comecei a descer a 30 por hora. Da outra vez que cheguei a esta altura foi na Bolivia, mas passei uma semana em san Pedro e atacama, que é meio do caminho. Agora em dois dias sai do nível do mar pra 4,9mil metros. Alem de mim, o carro também sofreu, o ipod nao funciona acima de 4,5mil metros. Bom cheguei em Chivay (3,6mil metros) cansado e com dor de cabeça, mas a cidade é pequena to tipo que eu gosto, me hospedei no hostel municipal, onde não tinha nem um turista, só peruano a trabalho. Fui dar uma volta na praça, ver o mercado acabei conhecendo o Rufino, que tem uma lojinha de fotos pra documentos e outras coisas, gente finíssima, falamos rapidamente de política e viagem, ele diferente do freire acha o Fujimori um picareta. Voltei pro hostel e conheci a Marcia senhora que trabalha na recepção durante a noite, outra Chivaiana muito simpática, me falou que agora todos por ali estao indo pra Itália, tem empresas contratando eles pra trabalhar na agricultura por lá. Ela espera a vez dela. Faz todo sentido, se tem alguém que sabe cultivar em morro, são esses caras aqui. Fui comer e fui dormir, como pedra.

19 Abril 2007

FOTOS AQUI

http://picasaweb.google.com.br/Sergioseverino/CAMINHOSDASAMERICAS02

to sem saco pra ficar diagramando blog.

Dia 31 - Cebolas viajam 5000km

Você sabia que em alguns lugares as cebolas podem viajar até 5mil km do produtor ao consumidor. Bom, descobri isso por causa de um protesto por água. E eu acho que meu sexto sentido está mais apurado...hã?? O que tem uma coisa a ver com o outra? Eu explico, a historia é longa mas é boa. Hoje saí de Arica, no Chile, destino a Puno, no Peru, passei a fronteira do chile bem rapido, na do Peru levou umas 2 horas, pra conseguir colecionar os seis carimbos necessarios para entrar no pais. Isso me tirou o bom humor, na verdade por mais que eu esteja preparado pra atravessar as fronteiras, esses caras sempre conseguem se superar em burocracia. Enfim, passei por Tacna, cidade de fronteira Zona Franca, estilo Foz do Iguaçu. Barulho, transito, poeira, calor... parei pra trocar dinheiro e acho que tomei um golpe, coisa pouca, mas ainda nao consegui calcular direito. Mas nao tem problema, vamos em frente, duas horas depois, meu humor ja restabelecido estava chegando em moquegua, cidadezinha no meio de um oasis no meio do deserto, alias como esse deserto é grande hein, fui admirando as vaquinhas a graminha...tudo maravilha, até que encontro a rua fechada por manifestantes, tentei descobrir o que era, um senhor tentou me explicar, nao entendi, nao me pareceu ser um bom lugar pra ficar, parei falei com dois policias que me sugeriram ir almoçar e completaram "tranquilo" e riram. Na hora nao entendi. Bom resolvi voltar uns 5km onde tinha visto um restaurante que achei simples, bom e barato ( ai tá o sexto sentido ). Sentei tentei pedir uma coca, mas ainda meio zonzo pelos procedimentos migratorios, nao entendi o que o rapaz me falou, um caminhoneiro ao lado me explicou que ele queria saber se era coca de meio litro ou um litro.. ahh bom.. Entao, ai conheci o Freire, caminhoneiro peruano que está transportando cebolas até a fronteira com o ecuador. "como, ecuador?" é verdade, e de lá elas serão levadas até cali.. onde? cali na colombia. Fizemos os calculos mais ou menos, deu uns 5300km. Ou seja essas cebolas farão 20% da minha viagem. Segundo Freire, alem do preço, o sabor é melhor que as cebolas do norte. Aí apareceram mais dois caminhoneiros conhecidos de Freire, El Chalan um senhor de quase 70 anos e o outro não lembro o nome ( foi mal). Entao começaram a me falar das estradas, do que deveria conhecer, que deveria ir a Arequipa e coisa e tal. Falamos de política, economia, como fazer um bloqueio nas estradas peruanas, segundo eles o certo era terem fechado os tuneis, isso sim pararia tudo, tambem aprendi a enganar a balança pelo excesso de peso dos caminhoes. E me deram uma lista de comidas tipicas para comer, e onde encontrar os melhores. Acabei me esquecendo de muita coisa, nao estava anotando nada, porque achava que logo estaria na estrada novamente, mas ai entendi o "tranquilo"do policial, a manifestacao estava só começando e quando me dei conta já havia passado 5horas ali conversando com eles. Foi tudo que eu precisava, conhecer o Peru atraves de gente daqui, e gente normal, sem guias de turismo, e nada disso. Foi uma ótima idéia parar ali, e conhcer esses caras.

Ahh.. o protesto era por causa de uma discussão de direitos sobre uso da agua de um lago, a cidade de moquegua (que estava protestando) diz ser responsavel pela administracao da agua, mas parece que o congresso peruano cedeu o direito pra cidade visinha. no fim rolou policia de choque, gas lacrimogeneo e muita pedra pela estrada. Eu ouvi tudo pelo radio enquanto conversava com meus novos amigos. Essa viagem me surpreende cada vez mais.

A estrada foi liberada pela policia, a base de porrada, as 8 da noite, segui até arequipa, me assustei com o tamanho da cidade, mas o Peru já nao é mais um pais desconhecido, aquela conversa me deixou muito mais tranquilo pra viajar por aqui.

17 Abril 2007

Ate agora...

Enquanto nao arrumo o arquivo do google vai um sanpshot.
De CAMINHOS DAS ...

Sem fotos para o momento

Pessoal, a internet aqui ta meio embacado, vou tentar colocar as fotos outra hora, por enquanto so o texto meia boca e umas fotinhas gerais. abraco. amanha vou devo no peru , sem piadinhas

Dia 30 - Arica - fazer turismo cansa

Passei o dia arrumando coisas, separando roupa suja, que não consegui lavar, e fui até umas tais de cuevas pra ver qualé. Na verdade estou meio de saco cheio de turismo, mas vamos lá. O lugar é legal, pena que estava num dia não muito a fim de novidades, é verdade, isso acontece, depois de um mês viajando conhecendo coisas novas o tempo todo, por um dia é bom ficar parado, sem se mexer muito.

Dia 29 - Iquique / Arica - Dias de folga

Mais um dia de estrada, mas antes fui tentar o itrip... Iquique é zona franca, achei que encontraria isso facilmente. Que nada! Andei horas pelo camelódromo deles, que não tem nenhuma cara de camelódromo, mas parece que por aqui o pessoal não curte muito ipod. Almocei por ali mesmo, fui abestecer e trocar o óleo. Meio dia saí em direção a Arica, onde quero ficar uns dois dias, pra arrumar o carro e rever planos pra entrar no Peru (sem piadas). São 280km pelo deserto, então tá, o visual é o mesmo, areia, montanhas e canyons, na verdade os canyons são impressionantes você está a 1200metros e de repente o mundo acaba... E o pior é que tem estrada pra descer isso, não sei como esses malucos fizeram mas funciona. Acho que passei por uns três canyons desses, acabei meio enjoado de tanto olhar pra baixo, quem tem medo de altura não deve se aventurar por aqui. No caminho tinha um desvio pra uma área de canyons que dizem ser bem interessante, mas passei direto. Quero meus dois dias de descanso! Cheguei achei o Albergue, que aparentemente fica em uma região meio estranha. Mas conheci o Roberto, dono do albergue, gente boa, me ofereceu uma cerveja, e me falou de suas viagens pela America Central. Ai me alguém bate a porta e e chama o Roberto que volta com uma mochila igualzinha a minha... ops... igual não, era a minha mochila com a câmera. O animal aqui foi descarregar o carro e esqueceu a mochila com a câmera e metada das fitas na rua no lado do carro. Tudo bem podem rir! O Roberto me levou a casa do garoto pra eu agradecer... preciso lembrar de mandar um presente pra esse guri. Me salvou alguns dias de mal humor nessa viagem. Era isso por enquanto!

Dia 28 - Vellanar / Antofagasta / Iquique - estrada demais

Levantei as 7 e continuei seguindo em direção a Antofagasta, já estava na região do deserto do atacama, e a paisagem aqui é ... é seca. Óbvio. Até certo ponto é interessante mas é meio assustador andar por horas e horas no meio do nada. No caminho passei por algumas casas, no meio do nada. Muito estranho alguém conseguir viver por aqui. Cheguei a Antofagasta as 15, acabei me rendendo ao cansaço e parei num Mac donalds. Antofagasta é uma cidade grande acho que mais ou menos do tamanho do floripa, só que a beira do deserto. Fui ao shoppinf tentar comprar um itrip pro meu ipod, o contato com o radio está falhando, e tenho ficado varias horas sem musica no carro.... é terrível, principalmente no meio do deserto. Enfim, desisti, estava muito caro, toquei em direção a Iquique, dessa vez resolvi continuar pela estrada litorânea. Uma estrada muito bonita, as montanhas terminam na beira do mar, com costões que parecem agulhas. Começou a escurecer pensei em parar em alguma praia por ali, acabei desistindo. Cheguei a Iquique umas 20h achei um internet café, e o endereço do albergue. Finalmente uma noite em uma cama descente! No albergue conheci Taylor, um canadense que já esteve no Brasil e está passeando pela America do sul.

Dia 27 - Los VInos / VIcuña / Posto de Combustivel

Levantei meio com sono porque não dormi direito. Eu ainda estava na duvida se tentaria ir a San Pedro de Atacama. Me despedi dos Wood ( desta vez tirei a foto) e toquei, eles seguem num ritmo bem mais tranquilo. Acabei desistindo de Atacama no caminho e aceitei a sugestão de Paul pra visitar Vicuña pra ver os observatórios dali. Essa região do atacama é muito apreciada pelo astrólogos, pela boa qualidade do ar e altitude das montanhas que lhes permitem montar observatórios mais poderosos. Passei por La serena, e segui ao interior, para vicuña. Cheguei muito cedo, meio dia, e a visita ao observatório munipio era só depois das 18. Fui dar uma volta pelo vale, cheio de plantações de uva, o cheiro de uva é bem forte por aqui. E o vale muito bonito. É interessante como conseguem aproveitar cada pedaço de terra. Fui almoçar dei uma volta pela praça, e acessar a internet. Quando fui pegar o carro, um camarada se aproximou e me cumprimentou pela viagem e disse que tinha acabado de ver o site. Fui ao escritório do observatório pagar a entrada, e pegar informaçoes de como chegar lá. Subi antes pra ver o por do sol....

Bom assisti a palestra do Roberto que também me deu boa viagem. O céu por aqui é realmente muito limpo, infelizmente não deu pra ir aos grandes Observatorios, que tem fila de espera pra visitas de até 2 meses. Fui! Caminho a Antofagasta.. Claro que não chegaria lá, mas tentei recuperar um pouco do tempo parado em Vicuna. Dirigi até meia noite e parem em um posto de combustível, dormi mal novamente.

Dia 26 - Pucon / Los Vinos - e a familia Wood

6 da manha, estava eu lá levantando pra mais uma tentativa de ver o diabo do vulcão. Fiz os sanduíches e estava saindo meio atrasado, quando um casal europeu já voltava com a noticia de que não ia rolar. Bom, fui lá peguei o dinheiro, arrumei malas, me despedi do Peter (dono do hostel) e toquei. Sem desvios para mais ao norte possível, me animei e dirigi uns 1200km. Os pedágios no chile não são tão caros, pra quem esta acostumado com os pedágios de são Paulo, na verdade são bem baratos. Passei por Santiago, sem transito e fui indo... a idéia era La Serena, mas eram 8 da noite e já estava procurando uma cidade antes quando vi uma land rover parada na área de descanso. Fui até lá. Acabei conhecendo Paul, Ginger e Eliot Wood. Eles são ingleses, mas vivem viajando e fizeram uma parada de 12 anos no Kenya e agora estão na América do sul. Elliot tem 4 anos, e não pretende largar essa vida, “se meus pais me deixarem na escola e forem viajar eu vou atrás deles, eu pego ônibus, depois outro, depois outros...” Ele me contou das trutas que pegou com a mão em rio grande, dos furos no pneu e de quanto gosta de viajar. Eles saíram de Montevideo há 9meses, é, 9 meses, e fiz esses trecho em 3 semanas. E segundo eles não existem datas estabelecidas vão parando onde acham interessante, e seu carro um defender 110 / 1983 tambem não tem a mesma agilidade do meu. E na verdade eles tem um espírito de viagem muito mais forte que o meu. Porque o que eles estão fazendo não precisa nem de um carro zero, nem de muito dinheiro, apenas vontade e... um pouco de coragem.
Bom, essas áreas de descando tem banheiro com chuveiro quente e mesas. Até as 22 quase não havia caminhões parados, e Paul e eu comentamos sobre a tranqüilidade dali e fomos dormir. Mal sabíamos nós que os caminhoneiros começavam a parar mais tarde por ali, durante boa parte da noite acordava com um caminhão estacionando.

Dia 25 - Pucon e muita neve!!!!

Como previsto, acordei as 6h arrumei tudo, fiz uns sandwishs de atum, e fui até lá. Esperamos uns 15min e o cara apareceu só pra confirmar que não ia rolar.... cansei de escrever... dois 3 dias depois... Bom, resolvi aceitar a sugestão da Lorena ( dona do hostel) e fui ao Parque Herqueue (acho que é isso), segundo ela uma caminhas muito bonito e tranqüila de 5 horas...Bom, então ta... lá fui eu, cheguei ao meio dia ao parque e comecei a caminhada como se fosse um triatleta, nos primeiros 100metros eu não passava de um paulistano cedentário. Logo percebi que foi uma boa não ter rolado a subida ao vulcão, obviamente não chegaria ao final. O treking pelas lagoas tinha 5km, mas começava com uma subida forte aos 1300metros de altura. Fui juntando ar e aos pouco, bem aos poucos, cheguei ao topo e pensei: “pronto agora é só voltar”. Mas não havia nem percorrido metade da trilha. Andei um pouco mais, uma pequena descida me deu mais fôlego, aos pouco comecei a ver neve e quanto mais entrava pelas trilhas mais neve. Até que já estava caminhando sobre uns 15 cm de neve. Eu podia muito bem colocar a culpa do cansaço na neve, mas não é verdade. EU to sem o mínimo preparo. Ahh.. o visual, é verdade, o visual é absurdo, mesmo com o dia completamente nublado e sem fôlego suficiente para os dois neurônios parei algumas vezes só pra admirar a beleza do lugar. Fui andando em direção a ultima lagoa, sobre neve, e sozinho (era o que eu achava) até que começou a cair uns pingos de chuva. “ops, se começar a nevar eu não vou achar mais a trilha de volta”, na verdade não era bem assim, mas quando vc está cansado sozinho num lugar que não conhece, qualquer motivo é razoável pra vc voltar. Comecei a voltar e encontrei mais gente no sentido contrário. Ou seja, na verdade andei muito rápido e me acabei antes do que devia. Bom, faltou a ultima laguna, mas tudo bem só o visual daqui já valeu, e quando comecei a descida já estava recuperado, e doido pra voltar a fazer uma nova caminhada. Eu devia fazer mais disso. Voltei a Pucon pra pegar o dinheiro da reserva da subida ao vulcão, acabei deixando reservado pro dia seguinte, se não rolar toco com destino a Santiago, ou mais ao norte. Ahh dormi como uma pedra.

Dia 24 - Puerto Montt - Pucon

Acordei mais tarde que esperava, fui pegar minha roupa na lavanderia e trocar o óleo do diferencial. 11h parti pela ruta 5, principal autoestrada no Chile, como se eles tivessem espaço pra mais de uma. O Homero (amigo chileno de camboriu rsrs) disse que tem muito acidente pq a estrada é muito boa e o pessoal dorme dirigindo... é verdade... dei duas cochiladas e resolvi sair, procurei um caminho mais próximo a cordilheira pra chegar a Pucon. Na verdade acabei seguindo o GPS, que não tem a mínima noção da situação da estrada. Deu certo! Por uns 60km fiquei intretido com vacas, buracos, pontes de madeira e uns lagos. Cheguei em Pucon, dei uma volta , em principio me pareceu muito turístico, mas fora de temporada deve ser legal, pensei. Achei um internet café, e fui pesquisar possíveis hostel. Achei dois na mesma rua, beleza... o primeiro ninguém atendeu tentei o segundo 2 quadras pra frente... acertei em cheio. Excenlente lugar. É a casa de um casal de uns 30 e poucos anos, poucos lugares, uma lareira, e pessoal gente boa, na verdade não falei muito, só pra variar.. demorou umas 4 horas até um inglês puxar papo... ahh aqui só tem europeu e australiano viajando. Bom, fui agendar meu passeio ao Vulcao Villa Rica, o segundo mais ativo de Chile, o pessoal falou que por causa da chuva não estao subindo, mesmo assim estao agendando as saídas, ai vc acorda as 6 da manha, vai a agencia e espera um cara dizer se vai rolar ou não. Como o clima está horrível é bem provável que não role.

16 Abril 2007

Já vou atualizar

To em Iquique, amanhe devo estar em Arica, foram uns 3mil km em 3 dias. Entao nao to com muito saco pra internet. Tudo correndo bem, sem muitas novidades nos ultimos dias. Abraço. Ahh nao tem foto dos personagens.

14 Abril 2007

Tudo indio

Bom.. rapidamente.. sai de puerto montt, chovendo e mutio frio.. fui pra pucon, maravilha! fiz uma caminha na neve, mas nao consegui ir ao vulcao por causa da chuva... sai de pucon em direcao a laserena acabei parando en los vinos onde conheci um casal de ingleses que esta viajando com o filho de 4 anos. Agora estou em Vicuna onde vou até um observario, e sigo pro norte. Depois coloco mais detalhes. Abraco

10 Abril 2007

Dia 23 - Pueto Montt Frio


Aqui chove e faz frio. Maravilha dormir na caminha quentinha, acordar com o café da manhã pronto, estou num Hostal simples mas muito confortável e o dono, o Mario, é muito gente boa.


Enfim, fui dar uma volta por Puerto Montt, almocei no Angelmo, um Mercado Publico no cais do porto. Almocei um tal de Curato, um antepassado da paella provavelmente. É um cozido com marisco na casca, vieira (ou algo parecido), lingüiça, carne de porco e frango, uma massa de faria cozida. Joga tudo na panela com coentro, cebola , sal e mais alguma coisa e ferve, depois serve o caldo como sopa, e o resto joga no prato. Gostei.


O marisco daqui tem alguma coisa diferente, com certeza pela diferença da água. Bom, estando comido... fui a autorizada da Land Rover procurar o alternador, não tinham, e mesmo que tivessem era um absurdo de caro. Depois fui tentar trocar o óleo do diferencial, que esta com água, não consegui, vou tentar resolver isso amanha, e sigo viagem.... pra onde? Não tenho idéia... rumo ao Norte!



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Dia 22 - Neve



Passei por Angostura e cheguei a fronteira, mais papel, e finalmente vi a neve, na fronteira argentina/Chile, a uns 1900 metros de altura, começou a nevar, me deu um certo medo, pq estava sem correntes de neve, e não sabia quão pior podia ficar, mas me tranqüilizei pq vi bastante movimento pelo caminho. Enfim voltei ao Chile. Fui em direção a Puerto Montt pela ruta 5, a autoestrada principal aqui no Chile. Em principio achei uma boa, depois de muito tempo dirigindo por ripio e estradas ruins, acabei enchendo o saco nos primeiros 20km e já queria voltar ao ripio. Enfim cheguei a Puerto Montt com chuva, aqui fico por dois dias pra descansar um pouco, dormir numa cama, usar a internet e checar umas coisas no carro.

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Dia 22 - Argentina


Acordei as 8h com o barulho de engrados de cerveja, não tomei nenhuma apesar de ser o camping da cervejaria, o preço é caro 5 pesos uma long neck. Fui trocar o óleo do carro, e depois acompanhar a manifestação.

A cidade é pequena, mas participativa, a praça central estava cheia, e foram feitos alguns discursos contra a policia ( o professor foi morto por um granada de lagrimogenio atirada a curta distancia), também reclamavam da política econômica de Kirchner.



Toquei em direção a Bariloche, onde parei pra almoçar e assiti pela telvisao protestos por todo o pais. Segui em direção a fronteira, mas antes de sair de Bariloche, o caminho estava bloqueado por estudantes também protestando.

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Dia 21 - Chaiten / El Bolson


No café da manhã conheci dois argetinos de comodoro rivadavia, e conversamos um pouco, tivemos a noticia de que um professor daqui de Chaiten, amigo de Juan, morreu num tracking por um dos glaciais. A cidade parecia meio triste. Me informei sobre o barco pra chegar a Puerto Montt, 70000pesos pelo carro mais 17000por pessoa. Acabei me convencendo que era muito caro e voltei 100km pra entrar na Argentina e voltar ao Chile por Angostura, tentei descobrir uma outra passagem antes, mas ninguém conhecia, mais tarde, no Chile descobri que existe sim é pelo Lago Peula acho.



Bom, enfim mais uma fronteira mais papelada, passei e toquei direto a Bariloche, acabei parando em El Bolson, que a 4 anos parecia um vilarejo, hoje é uma cidade, com bastante movimento. Segui as placas até o camping da cervejaria da cidade. Fui recebido pelo Marcos e arrumei o carro. Mais tarde Marcos me falou de uma manifestação sobre a morte de um professor em um protesto por salários melhores, ele também me falou que a Argentina não é tudo que parece. Acabei percebendo que estava vendo só a boa parte, a parte turística de tudo. Comecei a recordar os lugares por onde passei e lembrei de ver casas muito pobres em quase toda parte. Inclusive no Chile onde o Ciro me falou que é muito difícil conseguir trabalho na região que vive. Acho que são coisas que eu estava esquecendo de comentar, apesar de todo turismo, numa viagem de carro posso ver as regiões mais pobres também, que nunca estão nos roteiros turiscos. Pensar nisso me lembrou que ainda tenho muitos países para passar que tem os mesmos problemas. Não dormi muito bem, acordei umas três vezes na noite.


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Dia 20 - E continua..


Como de vez em quando começa a chover resolvi não parar, ficar preso em uma chuva por aqui não deve ser muito agradável. Cheguei a La Junta, parei pra pedir umas informações, e acabei conhecendo o Ciro que pedia carona pra chaiten.


Já era noite, e pra não fazer esse trecho sozinho no escuro levei ele comigo. Um cara gente boa, barqueiro que trabalha em Puerto Cisnes, mas pegou uns dias de folga e vai pra casa em Chaiten. Falamos sobre as dificuldades de se viver nesta região, de viajar e outras coisas. O mais lugar mais distante que Ciro conhece é Temuco, ainda no sul do Chile, a uns 300km daqui. Eu estava meio com pressa pra chegar e acho que o assustei um pouco dirigindo a mais de 80 pelas estras de ripio. Entao ele acabou assumindo o papel de copiloto e ia me apontando as curvas mais perigosas e os trechos difíceis. Chegamos as 8 e meia a Chaite, ele me deixou em uma pousada simples, do Sr Juan e sua Esposa. Gente muito simpática, jantei e fui dormir.


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Dia 20 - Espetaculo


Acordei cedo, na verdade não dormi muito, passei frio no carro, preciso lembrar de comprar mais uns cobertores. Durante a noite a chuva me assustou um pouco, se chovesse muito provavelmente seria difícil subir até a estrada novamente. Fiquei um tempo admirando o sol nascer entre as montanhas, com mais brancas ainda do que ontem.

O destino agora era Chaiten, onde iria tentar um ferryboat para chegar a puerto montt... Na estrada cada vez me impressionava mais a beleza do lugar, cascatas e gelo, lagos com e montanhas.


Ao meio dia cheguei a Coihaique e ainda tinha mais 480km de ripio pela frente. Por mais que eu fale da beleza dessa região, é preciso ver pra crer... cheguei em um parque chamado Queule, a estrada apertada passava no meio de uma floresta cortada por dezenas de cachoeiras, nos picos mais altos glaciares azuis.


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Dia 19 - O Chile é um Espetaculo

Acordei, tomei meu café com pão e geléia ( tenho comido isso muito ultimamente). E já estava indo embora com a impressão de que o povo daqui não é muito amigável, mas ai a senhora veio me explicar é que estavam ocupados com coisas da fazenda e não puderam me dar atenção. Bele, toquei rumo a Chile Chico... passei a fronteira novamente, um pouco demorada, mas tudo bem.


Finalmente cheguei ao Lago General Carreras ( nas Argentina o nome é Lago Buenos Aires). O Paul (australiano que conheci em ushuaia) me disse que foi a estrada mais bonita que já havia passado, por isso resolvi entrar por ali. E o cara estava certo.


Logo pensei em para para acampar, mas era cedo. Fui seguindo a estrada de estreita ripio esculpida nas montanhas com picos nevados. Do meu lado direito penhascos absurdos e o Lago em diversos tons de azul e mais afrente o Lago Verde.



Um lugar sem palavras. Parei perto de puerto tranqüilo. Para chegar ao camping desci uns 800 metros por uma estradinha extremamente íngreme. Valeu a pena o por do sol.

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Dia 18 - Dia de Estrada

As estradas pela Patagonia têm muito mais asfalto do que ha quatro anos atrás, acho que naquela viagem fizemos uns 5mil km por ripio, agora ainda não chegou a 1milkm. Sai de Calafate pra chegar em Perito Moreno ( a cidade que fica a 700km do glacial, coisa de argentino) são mais ou menos 550km de rípio, no começo achei divertido, mas depois enchi o saco, resumo: foi um dia “aborrido”, com muito rípio, não cheguei em Perito Moreno, parei um pouco antes em uma Estancia com camping, o pessoal parece amigável, mas de pouco papo (tipo eu) o lugar é um sossego só, o barulho mais alto aqui é o das teclas do notebook. Amanha sigo rumo a Chile Chico, pra tentar achar a tal carretera austral. Abraço!
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Dia 17 - De volta a viagem


Cheguei no eletricista, o Ulisses , ele olhou, olhou.. e me disse que também não era igual, teria que adaptar o alternador. Conformado, pedi pra ele dar uma checada na adapcao que eu estava usando, e fui me embora, pra Calafate.



Sem volta, não posso ficar mais parado.. esses ultimos três dias foram terríveis, nenhum lugar interessante, o tempo todo preocupado com o carro. Preciso voltar ao que interessa.. Rio Gallegos a Calafate são 3 horinhas, estrada asfaltada e tranquila, sem muito pra ver no caminho.. parei no centro, comprei umas coisas, chequei e-mail, e toquei pro Glacial Perito Moreno, pensei em dormir lá perto, num camping que estive há 4 anos, mas infelizmente não existe mais. Cheguei no Glacial as 17, o que não é bom horário pra ver gelo derreter. Estacionei, desci pro mirante.. liguei a câmera e em 15 minutos dois blocos enormes caíram... “ UHUHUHUH Finalmente estamos de volta a viagem!!”


A imagem e o som daquela massa de gelo desmoronando é impressionante... pena que eu acho que não gravei... to devendo mais uma. Ok. 30 pesos de Perito Moreno já valeram, agora procurar um lugar pra dormir.



Estava rodando pela cidade quando vi uma Land Rover com placa européia e um mapa das Américas, opa um concorrente ( no bom sentido ) . Acabei conhecendo 4 italianos que estao viajando pela America do sul, tomamos umas cervejas (que eles pagaram, eu pago a próxima) conversamos sobre a passagem deles por Floripa e São Paulo, coisas de Land Rover, hablamos espanhol, inglês italiano e português, mas acho que todo mundo se entendeu no final. Pessoal bem gente boa, estao indo pro norte também, mas vão de Ferryboat pelo Chile, eu, terceiro mundo vou pelo rípio pra chegar logo e não gastar muito. Agora que me toquei, como tudo isso aconteceu em apenas um dia? Depois de 3 dias parado com o carro eu já estava meio depre, agora sim estou viajando.


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Dia 16 - Em busca do Alternador



Acordei fui ao centro da cidade, quer dizer a praça central e não achei o diabo do alternador. Ai decidi que ia continuar assim mesmo.. fui abastecer e novamente aquele diabo de preço de turista... desisti de abastecer e fui pra próxima cidade 28 de qualquer coisa, lá não tinha combustível e nem o “repuesto”. Entao ta, vou me embora, a viagem continua... pra ... pra calafate, desisti de torres del paine, apesar de ser um lugar que eu queria parar novamente, precisava recuperar os dias parado.



No caminho, de longe pude ver as Torres de Paine, que pareciam estar rindo da minha cara, pq não havia uma nuvem nos picos, cena meio rara nos últimos dias. Continuando, cheguei ao que seria o meu ultimo posto de combustível até calafate, e eu com o tanque já na reserva me tranquilizei, até que vi a placa “no hay gasoil”. Parei, calculei... “não vai dar, pedi pra colocar qualquer combustível que ele tivesse, e nada”. Bom, vamos embora, calafete fica a 80km, esperança a 65km, mas pro outro lado.. ta bom, Esperança é tudo que me resta. Nunca alguém conseguiu fazer um tanque na reserva render tanto, o ponteiro nem se mexia mais.



Enfim cheguei, coloquei o gasoil a preço razoável, e beleza, pra.. pra... calafate? Mas Rio Gallegos está mais perto agora, lá tem o alternador com certeza.. 140km depois... Rio Gallegos, andei por toda cidade fui numas 3 lojas e nada do alternador, o pior é que eu pedia o alternador do Fiesta e os caras me falavam que não ia dar... Tá chega... vou embora... na saída da cidade acabei descobrindo uma concesionaria Ford e resolvi tentar uma ultima. Entrei e falei com o senhor Maldonado, que me atendeu e mesmo não tendo o alternador mandou baixar todos os alternadores disponíveis na casa... achamos um muito parecido, era do Escort. Sr Maldonado chamou um eletricista que disse que não ia dar, ai tentou outro que me levou pra um terceiro, o Ulisses que me atenderia no outro dia pela manha. Ok. Mais um dia em busca do alternador, parei em Rio Gallegos.


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Dia 15 - Puerto Natales / Rio Turbio


Ontem a noite fui dar uma arejada (mesmo com esse vento todo daqui) e acabei encontrando uma Land Rover, falei com o dono do meu problema e prontamente ofereceu ajuda, e disse pra eu voltar hoje segunda-feira pra ele me levar na loja e no mecanimo. O Pablo é dono de uma empresa de turismo de aventura aqui da região, e gente finíssima. Tomamos um café e conversamos sobre viagens e land rovers, e ele me mostrou alguns caminhos possíveis pra chegar a porto montt. Depois fomos a uma loja de “repuestos” (tenho usado muito essa palavra ultimamente) e descobrimos que não tinham nem o alternador do ford fiesta que supostamente é igual ao da Defender. Resolvi fazer a adaptação do alternador que eu trouxe, o Pablo me levou a um torneiro mecânico que fez o serviço e me passou pra um eletricista que alem da instalação bateu o maior papo comigo ( como se isso fosse possível heheeh) bom o Juan me falou de economia chilena, argentina reclamou que o sul do chile é esquecido, falou d previsão do tempo e das estradas, sei que no final deu certo, funcionou!


Mas por via das duvidas fui a Rio Turvio, na argentina ver se encontrava um alternador mais parecido. Me despedi do Pablo e toquei pra Rio Turvio e... surpresaa. Nessas horas eu acho que Murphy é um foda. Bom, era feriado na argentina. Acabei achando uma pousada simplinha pra ficar, e tentar no dia seguinte.

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Esse é pra Luisa, ele tinha fugido, mas achei.
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08 Abril 2007

COntinuando ...

To em El Bolson, Argentina, passei por perito moreno, conheci uns italianos gente fina, depois segui pelo chile ¨espetaculo¨ e sigo para Bariloche. depois volto ao chile para Port Monnt. Internet ruim aqui pela Argentina. Depois hablamos. tchau.

04 Abril 2007

Continuando...

Em Puerto Natales fiz uma gambiarra no alteranador, depois tentei em rio Gallegos conseguir um similar, nao rolou. Perdi 3 dias nessa encrenca, pulei Torres Del Paine, estou em calafate argentina, e sigo rumo norte. em breve (daqui a uma semana, acho) mando mais noticias. abraco, valeu pelos comentarios.

01 Abril 2007

Viagens


Tudo indo na mais perfeita ordem, tirando o alternador. Achei que teria mais tempo pra parar, na verdade eu sabia que não teria, mas queria ter, me entedem?. Acontece que a verba está curta e preciso fazer tudo mais rápido, talvez em 4 meses. As pessoas que conheci, na maioria foram estrangeiros viajando pelas Américas. Dois americanos em punta Del diblo, alguns argentinos em Buenos Aires, uns suecos em península valdes, um australiano em puerto madryn, 4 argentinos com uma defender, um guia em puerto madryn, um alemão e dois australianos em ushuaia, mais uns argentinos e a reencontrei Ruben e sua família, e hoje mais um casal de australianos.É legal, mas queria conhecer mais locais, mas por outro lado é muito mais difícil fazer isso com o tempo que tenho, o ideal seria 6 meses pra fazer só America do sul. Quem sabe daqui a um tempo. Já estou me acostumando com a estrada, não tenho mais tanto medo quando a noite chega. Sei que apesar de desconhecido nenhum lugar pode ser pior dos que já conheço, apenas diferente.
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Dia 14 - Mecanica Tabajara

Estou em Puerto Natales, cidade relativamente pequena, cheia de mochileiros. O lugar é agradável, mas caro e preferia estar em torres Del paine já. Durante todo o dia tentei trocar o alternador, faltou uma chave e fui procurar pela cidade, acabei encontrando um casal de australianos. Rod e sua esposa estao terminando sua viagem pela America, faz 7 meses que estao descendo do Alaska até ushuaia. Me deram boas dicas pra travessia da Bolívia pro panamá. O carro deles também estava com algum problema no freio, mas ao que parece conseguiram resolver e vão pra Torres Del Paine hoje ainda. Ele me emprestou uma chave pra eu tentar trocar o alternador. Almocei com eles e voltei pro hostel pra testar minhas habilidades mecânicas, não deu em nada, o alternador reserva que eu trouxe não serve, precisa de muita adaptação, vou torcer pra conseguir algum genérico por aqui amanha. Que m. devia ter trocado isso em floripa, quis economizar, deu nisso. Podia ter quebrado na argentina onde tudo é mais barato. Pelo menos estou tendo tempo pra atualizar o blog.

Dia 13 - Comeca a segunda parte. RUMO NORTE


Sai de Ushuaia meio tarde umas 9h40. E um pouco triste por que o pessoal aqui do camping é muito legal e hoje teria um churrasco de aniversario por Ruben ( dono do camping ) e de encerramento de temporada..



Mas esta viagem está sendo muito mais difícil do que eu pensava, escolher o lugar onde passar mais um dia ou onde não parar, é bem complicado, e eu sempre tenho que levar em conta que ainda estou no começo. Os estrangeiros que encontrei por aqui tem um ano ou mais, só pra conhecer a América do Sul, eu vou fazer toda a América em 6 meses. Bom, fui! Em direção ao norte agora e pelos próximos meses. O vento na estrada estava pior que quando cheguei, em alguns momentos o carro não passsava de 80km/h , cheguei na fronteira da argentina e perdi 1h de tramites, depois mais 1h na fronteira da argentina...cheguei na balsa pra atrassar o estreito de magalhães muito tarde, umas 4h. A idéia era chegar a Torres Del Paine no Chile ( um lugar formidável ) a essa altura já estava me conformando em parar por Puerto Natales. As estradas no Chile são boas, mas o vento é terrível. Estava tudo certo até que senti um cheiro de queimado, parei o carro e logo que reduzi a velocidade percebi que o era o diabo do alternador... Felizmente aquele curso básico de mecânica pra Land Rover veio a calhar, troquei a correia pra eliminar o alternador do sistema e pronto!.... só um detalhe, já estava escurecendo e sem alternador, a única fonte de energia pra iluminação do carro é a bateria... Dei uma acelerada pra aproveitar o máximo de luz do dia até Puerto Natales. Já eram 7 da noite, felizmente o dia aqui é um pouco mais longo, mas ainda me faltavam 111km... toquei e comecei a seguir um carro, pra aproveitar a luz de farol dele.. deu certo até certo ponto. Depois não teve jeito, acendi o farol baixo e rezei pra bateria agüentar o tranco... passei por um hotel, mas a diária era de 100dolares (fora de questão) como só faltavam 40km pra puerto Natales resolvi arriscar. A essa altura já estava com dor de barriga por causa da tensão. Enfim cheguei achei um hostel, e aqui estou são e salvo, na verdade não foi nada tão terrível, e ainda bem que foi no Chile, e não na Bolívia.
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dia 12 - O FIM DO MUNDO (SUL)


Chove em Ushuaia... grande novidade, está chovendo em toda a Argentina.. um dos poucos dias de sol por aqui nesse verão foi quando cheguei. Bom, de qualquer maneira tenho que cumprir a formalidade .. fui até o fim da estrada, e bati a fotinho.


Não consegui fazer muitas imagens por causa da chuva. Mas vamos lá, agora é só subir 17848KM e já chego ao Alaska! Tá Fácil! Resolvi fazer mais imagens em Ushuaia, na verdade estou meio desanimado... as vezes bate um pouco de saudade... mas vamos lá.. Fui até o Glaciar Martial e acabei desistindo de subir, são 25 pesos e estou precisando economizar, a primeira semana saiu muito cara, em Buenos Aires e ontem tomei meu primeiro desfalque turístico, aqui em Ushuaia estão cobrando um preço diferente pelo diesel para turistas.. acabou saindo mais caro que o diesel no Brasil. E mais tarde descobri que um outro posto, mais afastado do centro cobrava o preço normal pra todos. Vou ficar esta noite no camping, e amanhã sigo rumo norte para Torres Del Paine.


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Dia 11 - Ushuaia


Estou em Ushuaia, no camping do rio Pipo. A temporada acaba no final de semana, e além da família do Ruben (dono do camping ), so estao um casal de australianos sem destino certo, e um alemao que ainda não abriu a boca. Ontem fiz minha sopinha e fui dormir. Hoje é o dia de fazer compras e arrumar o carro, amanha vou ao Fim da ruta, fazer a fotinho tradicional, e talvez pegue a estrada direto a Torres Del Paine... ainda preciso definir se vou subir pelo Chile ou pela argentina... o fator de decisao é a grana, no Chile tudo é muito mais caro.


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Dia 10 San Julian Ushuaia


São uns 800km até ushuaia, tranqüilo pra fazer em um dia. Acordei as 6h tomei café e peguei a estrada. Cheguei a Comandante Luis Piedrabuena, o nome é legal e a cidade parece boa, parei só pra abastecer , no mesmo posto que parei a 4 anos atrás, e assim como toda a patagônia aqui a cidade parece mais movimentada.. muito mais caminhoes nas estradas.


Aqui dá pra ver claramente como a Argentina cresceu nesse tempo, é incrível como os argentinos conseguiram se recuper da crise em tão pouco tempo... no Brasil parece que não conseguimos engatar uma segunda faz tempo.
Bom, Rio Gallegos, também com obras por toda parte é a primeira entrada no Chile. Tudo certo na fronteira, cheguei a Balsa pra atravesar o estreito de Magalhaes.. aqui é onde o vento faz a curva.


Entrando na Tierra Del Fuego ( a ilha onde fica Ushuaia, o vento piora algumas vezes o carro não chega a 100km por hora com pé embaixo, é verdade que a Nave não é uma preciosidade em aerodinâmica. E o pior é que os chilenos não estão nem ai pra parte argentina. São 80km até a fronteira da argentina, tudo em ripio muito mal cuidado, depois da Estrada do inferno no Brasil foi a pior pela qual passei, ate pq já estava muito cansado do dia anterior. Entrei no vale que dá acesso a Ushuaia no final da tarde.. Agoraa me dei conta que o dia foi perfeito, sem uma nuvem, e terminou muito bem com um por do sol nas montanhas. Cheguei ao fin Del mondo!

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Logo, logo tem mais...

Agora vou dormir.... ainda falta ushuaia... carro quebrado.... e mais umas coisinhas.

31 Março 2007

Dia 9 - Pinguins e Estradaaaaa

Acordei cedo, arrumei tudo, tomei café e fui procurar um lugar pra trocar o óleo e dar uma lavada no carro, no posto conheci um guia de turismo (esqueci o nome), que me disse para passar por camarones depois de punta tombo..




Tudo arrumado parti em direção a maior pinguinera do mundo, foi o que me disseram.... Comecei a caminhar pela triha demarcada, e nada demais, uma meia dúzia de pingüins... ai cheguei ao topo de um monte e ai sim... batman teria muito trabalho por aqui.. nessa época estão se reproduzindo e trocando as penas, a maioria tava só curtindo um solzinho. Um lugar interessante de conhecer. Mas a vida é dura e ainda tem muita estrada pela frente. Toquei em direção a camarones pela ruta 1, de rípio.. e pensei “se esse camarones não valer a pena eu pego aquele argentino na volta.” Mas enfim, cheguei a uma praia incrível... não pela areia branca mas pela cor do mar... um azul incrível, que não é o mesmo de Floripa. Um espetáculo de lugar..


e aí cheguei a camarones, era o tipo de cidade que queria conhecer nesta viagem, pequena, sem turistas e um clima muito legal.. infelizmente tenho que chegar a Ushuaia e não pude parar. Peguei informações pra uma futura viagem a Patagonia. Destino San Julian (por indicação do guia). Segui pela ruta 3 que deveria estar asfaltada até ushuaia... devia, começou a escurecer e ainda faltavam 400km pra San Julian, decidi dar um crédito ao guia, passei por comodoro rivadavia e o diabo do GPS não achava mais a estrada... bom fui pelas placas.... e cheguei a Fitz Roy pensei em parar mas o único hotel sairia 100 pesos...Continuei e cheguei a 1 da manha em San Julian... desisti de dormir no carro e peguei um quarto num hotelzinho... 1200km num dia, ao mesmo tempo legal e cansativo.


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Dia 8 - Parte 2 - Orcaralh...


Segui em direção a Punta Norte e finalmente iria ver as orcas no lanche da tarde... mas cheguei cedo.. 12:30... precisaria enrolar até a maré começar a subir, lá pelas 15h...

enrolei e foi em direção a praia acompanhando o movimento do pessoal por ali... cheguei na praia e vi as primeiras barbatanas aparecerem,, eram enormes.. tentei armar a camera, mas acho que não consegui nada. Pensei.... bom, vai ser fácil um monte de orca, um monte de lobo marinho, to com a minha teleobjetiva de bosta, vou fazer uma puta imagem e sair feliz... aham.... 18h tava eu economizando bateria e vendo barbatana pra lá e pra cá... na verdade mais pra lá, na outra ponta da baía comendo foquinhas..

pelo menos parecia, mas tambem podia ser alguma invencao argentina.. “ bueno hacemos asi, llamamos los boludos, ponemos um loco a nadar por ai con una barbatana e hacemos unas fotos em photoshop para enganar los turistas” funcinou! fiquei la 4 horas sem conseguir muita coisa, confesso que vi a tal da orca pular na praia, mas não gravei. Foi mal, fico devendo essa. Na saída conheci uns loucos (muito mais do que eu) sueco que estão viajando pelas Américas em um corcel (pra quem não lembra é aquele de uns 30 anos atrás, pois então, gente como eles que me fazem acreditar que esta não é uma viagem tão aventureira assim e muito mais turística do que se posso pensar, aventureiros são eles. (E já me deram a dica pra próxima, Asia.)

(esses são os gringo no corcel me fazendo comer poeira)
Continuando, puto da vida com as pobres orcas cheguei em puerto madryn, num hostel que achei por acidente e parece bueno. Hasta



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Pinguins para as Criancas



Pro Felipe


Pro Artur



Pro Thomas

Pra Julia

Pro Lucas

Pro Arthur
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Dia 8 parte 1


O roteiro já estava pronto, ver o leos, só pra pegasr algumas imagens, depois a caleta valdez, e a punta norte esperar as orcas comerem focas.... Acordei com o sol, meio com preguiça consegui pegar algumas imagens do sol nascendo. Esquentei a água e toquei o carro pra punta delgada... ops o mirante só abre as 10h... esperei... 10:40 desisti dos leoes... fui em direção a caleta valdez, um lugar muito louco, parece um molhe feito por maquinas... mas dizem os argentinos que não é.


ali vi os primeiros pinguins, a idéia é ver pelos menos mais meia duzia pelo caminho.

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Viagens


Passar a noite num lugar assim dá um pouco de medo, mas a beleza que há por aqui supera tudo... cada vez que eu acordava na madrugada, por causa do vento, olhava pro ceu estrelado e dormia feliz da vida.


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Dia 7 - Bons Sonhos


Acordei ainda meio desapontado com a cidade, mas resolvi fazer o tour pra ver se melhorava. E melhorou, a cidade ainda tem alguns cantos escondidos, que só dá pra ir de 4x4. Me pareceu um bom lugar pra passar, mas nada demais tambem.

Meio dia peguei a ruta 3 até a Peninsula... A estrada está completamente diferente de 4 anos atras, toda asfaltada, com muito movimento de caminhoes e turistas. Postos de combustivel o tempo todo e até uma das cidades que parecia cidade fantasma voltou a vida. É incrivel como um país, ou uma regiao, pode crescer tanto em tao pouco tempo. Se no Brasil nós tivessemos uma recuparação destas após cada crise que aparece... A estrada trouxe os turistas, os portos parecem estar trabalhando mais que naquela época tudo parece muito mais movimentado. Bom, vontando a viagem... Passar por estas retas interminaveis acaba dando nos nervos, ou vc dorme, ou tenta inventar coisas... por um bom tempo fiquei jogando par ou impar com o espelho... Chegando perto da Península resolvi seguir uma placa para punta de los lobos... nada demais, apenas um bom lugar pra pescar. Continuei pela estrada de ripio que me lembrou da velha ruta, mas percebi que estava consumindo muito combustivel... na verdade já tinha entrado na reserva .. ops.. ainda faltavam 30 km pra entrada de valdez, e mais 70 até puerto piramides.. resolvi arriscar.. e acho que só cheguei lá pq o ultimo km é só descida.


Enfim, cheguei a Peninsula Valdes, um dos lugares mais bonitos que conheci... Puerto Piramides não mudou muito, talvez um pouco mais arrumada, mas só. Eram 17h acabei resolvendo seguir pra Punta Pardales, foi a primeira praia que conhecemos na outra vez, e achei um bom lugar pra acampar. Arrumei a camera e esperei o sol se por.... só... infelizmente o céu coberto de estrelas a noite não vai ter foto, só eu vi.

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Dia 6 - Las Grutas


Acordei as 5:30, tinha me programado pra 4:30, mas tudo bem. Arrumei as coisas peguei o carro, e tentei sair da cidade pelas placas, errei o caminho acabei parando pra abastecer e perguntar, ninguem sabia como chegar a ruta 3.. bom, fui embora chequei no mapa do gps, e decidi ir pelo caminho do aeroporto, achei placas indicando a ruta 3. Passei por varios pedagios, mas muito mais baratos que no brasil, 2,20 o mais caro.me enrolei um pouco pra finalmente chegar a ruta 3 mas sai. Resolvi seguir um conselho na pagina do hostel de las grutas e peguei a 76 pra seguir pela 51.. nao deu certo depois de muitos campos e boizinhos… a ruta 51 estava fechada.. tive que voltar um pouco e pegar a 33. Acabei passando por LA Ventana, um vale que me pareceu muito interessante, merece uma volta…. Finalmente achei a 33 e toquei até bahia blanca… no abastecimento conheci dois casais argentinos viajando em um land rover, fazendo o mesmo roteiro que havia feito a 4 anos atras, eu parecia um nativo dando dicas, e dizendo “ja conosco”. Fui-me embora, e errei a ruta de novo, continuei pela 3 e deveria ter feito um corte pela 22, mas tudo bem nada grave.Finalmente entrei na Patagonia e passei pelos postos de vigilancia sanitaria, que aqui funcionam. Passei por viedma. Cheguei em las grutas, as 18:30 horas achei a cidade muito cara de Canasvieiras, mas fora de temporada, pelo menos isso. Resolvi ficar no Hostel .



O que fazer na Estrada:Jogar par ou impar com oespelho, se perder é bom estudar matemática, se der impar melhor parar o carro e descansar

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Dia 5 - Buenas




Acordei cedo, e fiquei na internet atualizando e corrigindo o blog, falei com todo mundo pelo skype. Almoçei um miojo com aquela carne em lata ( HORRIVEL) e fui passear pela cidade, andei bastante. Fiquei admirado com a cidade que tem uma arquitetura muito mais interessante que as das nossas grandes cidades. O porto é muito bem aproveitado, me parece mais rica que são paulo até. O metro é meio estranho, parece montanha russa. Cheguei no hotel desisti de passear a noite, prefiri dormir porque no proximo dia faria mais de 1000 quilometros. Jantei um miojo com atum, preciso melhorar o cardapio.
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27 Março 2007

Tudo Bem !

Resumo, ainda to na correria pra chegar a ushuaia, entao nao tenho muito tempo pra internet. Vai um resumao: Buenos Aires parece um lugar muito bom, fiquei pouco tempo. Nao estou muito afim de cidade grande... passei por las grutas (mais ou menos). peninsula valdez, o melhor de tudo e uma noite sob um céu ¨espectacular¨. agora estou em puerto madryn, sigo pra punta qualquer coisa pra ver pinguins... e depois tentar chegar o mais perto possivel de ushuaia. Ahh tambem vi umas orcas comendo lobo marinho, pelo menos acho que vi... ate mais.

23 Março 2007

Coisas para lembrar!



- Arrumar o carro antes de pegar a estrada.... até parece que vou conseguir.
- Quande pegar um ferryboat leve o fone de ouvido pro ipod, que deve estar carregado, pra não ter que pagar 20contos num fone vagabundo e ouvir só duas musicas.

- Chegando em Buenos Aires não se preocupe em procurar o obelisco, vc vai se perder mesmo e uma hora ele vai aparecer na sua frente.

Acho que era isso por enquanto...

Montevideo, oi e hasta luego Uruguai!

Depois de conhecer Punta Del Diablo e a desgraçada da Patricia, acordei com uma bela ressaca, mas com num belo visual. Arrumei as coisas e o carro me deu o primeiro susto...nem sinal de motor de arranque... resolvi mexer.. (ai que medo..) descobri que era só um fiozinho, ou não!

O destino foi Montevideo, casa do Fão.. (conhecido no Uruguai por Rodrigo) e da Beatriz. O Rodrigo é um amigo que nao via ha muito tempo e foi muito legal reencontrá-lo aqui. Passei maior parte do tempo de quarta-feira atualizando o site, e buscando informações na internet para os proximos trechos.


Mais tarde fomos comprar a passagem para o Buquebus. O Fão me falou que as passagens por terra em Fray Bento estão sendo fechadas pelos argentinos o tempo todo, isso por causa da briga em torno da construção de uma fábrica de papel celulose no Uruguai, que os argentinos dizem ser muito poluente. Aparentemente é como em qualquer conflito entre paises a história não é tão simples e envolve muito mais que só meio ambiente.

Ah consegui uma promoção e paguei 1400 pesos uruguaios, uns 180 reais, pela viagem saindo de Colonia, incluindo carro e passageiro e taxas. Tirando o fato de termos nos perdido na volta pra casa foi um bom negócio.



Na quinta-feira fomos conhecer o centro velho, e ganhei uma aula de história uruguaia do Fão. A cidade me lembrou muito Floripa apesar de ser a capital e a cidade com maior população do país. Na verdade o Uruguai tem aprox. 3,5milhoes de habitantes (segundo o meu anfitrião que não sabe o caminho pra casa hehehe)


Gostei bastante do pouco que conheci do Uruguai, preciso voltar mais aqui!

21 Março 2007

Dia do DIABO






Chuva, chuva, chuva... sol

Bom a idéia é ir até Chuí pela BR 101, mais conhecida como "estrada do inferno". E pra todo mundo que eu perguntava a resposta era a mesma... "aquela estrada é terrivel". Mas com essa chuva toda não sei não... Bom descidi ir até Mostardas pra ver qualé, qualquer coisa é só voltar, tempo eu tenho.

Os primeiros 100km foram tranquilos, nada muito pior que a média das estradas brasileiras. A chuva passou e lá no finalzinho deu pra ver um raio de sol, acho. Então terminou o asfalto, e começaram os 70km mais demorados da minha vida. Foram 4 horas de diferencial bloqueado e reduzida a cada 500m. E o medo da chuva voltar e transformar tudo num imenso rio. A cada poça de água a dúvida do melhor caminho. Acabei seguindo a trilho de outros carros que passaram por ali. Depois de uns 30km avistei um ser vivo, perguntei se faltava muito e ele: "lá na frente já tem asfalto. mais uns 20km só".... putz! lá vou eu. Tá me lembrando de chegada ao salar de uyuni na bolivia, só que agora eu to sozinho...


Bom, passei era uma da tarde quando cheguei em São José do Norte pra pegar a balsa pra Rio Grande, dei sorte. A balsa logo partiu. Continuei pra chegar cedo em Chui e dormir tranquilo... chequei e passei de chuí... atravessei a fronteira meio sem querer, e já q estava ali... bom vamos mais um pouco...

Entrei no Uruguai sem problemas. resolvi começar a procurar um lugar pra parar. A estrada no Uruguai é muito boa, e muito bem sinalizada... avistei um sinal de camping e fui atras... entrei numa cidade meio fantasma.. aparentemente um balneário de verão.. que nesta época fica vazio. Todos os campings e pousadas estavam fechados.


Já eram umas sete horas, resolvi para num restaurante (o unico aberto) para comer, e talvez descobrir algum lugar pra ficar. Foi a melhor coisa de fiz nessa viagem... conheci o pizzaiolo Hector e uns americanos, enchi a cara de Patricias (a cerveja) e acabei dormindo no carro pela primeira vez. Tirando a dor de cabeça no dia seguinte valeu muito passar pela Punta del Diablo depois da "estrada do inferno"


EITA DIA MAIS LONGO






Floripa - Palmares

O dia começou enrolado, levei a Diana ao aeroporto, mas o voo dela atrasou.
Depois parei pra pintar a placa do carro, que estava descascada e com certeza seria motivo de incomodação na policia argentina. Tudo muito simples, não fosse o cara quebrar o parafuso da placa e depois mais duas brocas tentando resolver. Bom acabei saindo as 9:40. UFA!! Agora vai!
Segui em direçao a urubici pela 282, pra evitar o trecho sul da 101 que é uma bosta. O tempo estava bom, mas a previsão era de tempestade no sul por isso nem parei, mas fico devendo uma visita a serra catarinense, que apesar de ser do lado de casa nunca conheci (vergonha)...

Enfim segui até bom jardim da serra, e entrei numa estrada de terra até sao jose dos ausentes, na intençao de passar a noite no itaimbezinho... mas no meio do caminho me falaram que a estrada estava bloqueada, decidi descer por timbe do sul... outro lugar muito bonito... mas a estrada é de dar medo.


Me empolguei e acabei seguindo em direção a Osório pra adiantar, já q não rolou o Itaimbezinho. Ai veio a chuva a noite... ai ai ai... Cheguei em Osório já sem chuva resolvi tocar até Mostardas... que merda.. voltou a chuver, então arrumei um lugar em Palmares pra passar a noite... Um Shopping Hotel ( não me pergutem o que é, pq sai muito cedo, e nem vi a cara do lugar direito. )

Enfim esse primeiro dia foi bem longo, de muita estrada alguns visuais e bastante chuva.

19 Março 2007

DIA UM

Hoje, parto de Floripa, diferente de São Paulo, aqui não tenho problemas nem stress... tudo se resolve olhando o por do sol no Ribeirão da Ilha. Passei a última semana fazendo uma espécie de descompressão... um pouco relaxando, um pouco arrumando o carro, um pouco curtindo a família. Família que me ajudou muito nessa preparação e que mesmo com receio dessa aventura sei que torce pra que eu chegue lá.

Bom, o carro está pronto.. acho. As mochilas também. Roteiro...??? Sei que vou pro sul... e de-lá pro norte... o resto a gente vai indo. (quer dizer urubici, bom jardim da serra, itaimbezinho... cassino... mostardas... chui... resumidamente os dois ou tres proximos dias)

Me desculpem os amigos de Floripa, mas não me empolguei pra uma despedida, quem me conhece sabe que sou bem sossegado, entao fica pra próxima.

14 Março 2007

Bom, numa viagem assim não dá pra saber exatamente o caminho que será percorrido, mas ai vai uma idéia, pra não dizerem que eu não palanejei nada. Obs.: é pra quem tem o google earth.

Caminhos das Americas no Google Earth

Por enquanto ainda to em Floripa tentando organizar o carro. Segunda eu parto.

13 Março 2007

12/03 Dia Um, ou não!



Acordei as seis horas da manhã, separei as roupas e organizei algumas coisas. As 8:30am eu e a Diana tomamos café....não é sempre q a gente toma café da manhã, mas dessa vez foi diferente.. tinha um clima de despedida, tentei aproveitar ao máximo esses últimos momentos com ela.

Ás 10am fui levá-la ao trabalho, dali já tinha tudo programado, vou a sta efigenia comprar baterias para a câmera e algumas coisinhas eletronicas, depois chego em casa as 12 e termino de arrumar tudo. As 13 almoço na real, e as 14 carrego o carro pra pegar a Diana as 15h e deixá-la em casa pra depois colocar o carro na estrada. NADA DISSO DEU CERTO!

Cheguei na Sta Efigenia as 11h, demorei pra achar a bateria que eu queria acabei comprando uma qualquer. Antes de ir pra casa, fui fazer uns adesivos pra colocar no carro, ai resolvi ir na produtora, e acabei almoçando com o pessoal, ai já eram 14h e eu nem tinha arrumado a mochila, as 15h finalmente comecei a fechar tudo, mas recebi uma ligação da produtora que acabou com meu humor pro começo da viagem... tentei resolver tudo por telefone, não consegui. A Diana veio de taxi, fomos pegar os adesivos que estavam errrados, e esperamos imprimir novamente.. eram 17horas quando comecei a carregar o carro. PUTZ !!! VOU PEGAR O MAIOR TRANSITO PRA SAIR DE SÃO PAULO. ESQUECI O TRIPÉ NA PRODUTORA! RESUMO, PUTA MAL HUMOR. Bom as 17:40 Me despedi da Diana ( na verdade ela ainda vai pra floripa no fim de semana, se tudo der certo) Peguei o tripé.... e finalmente ESTRADA....ou.. transito!!! Levei meia hora pra chegar a Raposo Tavares. Enfim, o frio na barriga... o stress... a alegria de realizar do sonho... a saudade... chorei!!!

11 Março 2007

Começa a brincadeira!

Nos últimos dias... meses... não tive muito tempo pra nada além de trabalhar. E tentar juntar a grana pra viagem. Acho que não tive um final de semana inteiro de folga, alem dos três DVDs, 4 programas.. ainda teve todo o trampo de estruturar a ilha de edição, e a mudança de apê. A preparação pra viagem ficou mais ou menos no meio desse rolo todo. Mas acho, na verdade espero que esteja tudo pronto, o pior é que só saberei disso quando colocar o carro na estrada. Pelo menos posso fazer um test-drive no trecho São Paulo / Floripa amanhã, e ver o que rola.

Então é isso, vou tentar atualizar quando puder mas não esperem aventuras diárias, a idéia é realmente aproveitar todos os lugares em que eu passar, e não perder muito tempo na internet

Boa viagem pra nóis!

PS.: São 11 da noite de domingo e eu ainda nem comecei a arrumar a mochila, amanhã ainda tem que ir ao banco,comprar bateria pra camera, capa de chuva... e dar uma passada na produtora. hehehe... essa vai ser boa!

06 Janeiro 2007

Vai Começar

Como anunciado, começam os preparativos para a tão sonhada viagem por todas as Américas. Em breve datas, destinos e informes.